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quinta-feira, 10 de março de 2011

AH, OS BUTIAS!!!






Como muita gente deve saber vivi por muitos anos fora daqui. Entre Março de 1996 e Junho de 2010, com exceção ao ano de 2005, minha moradia era a cidade de Pelotas.
Foi lá que cheguei secundarista e saí Mestre. Foi lá que terminei a minha adolescência, que comecei a fase adulta de minha vida. Foi lá que conheci minha mulher e foi lá que nasceu minha filha Sofia, em 4 de Março do ano passado.
Foi também em Pelotas que me afastei de uma grande paixão. A delícia de comer BUTIÁ. Cada vez que o verão começava a chegar ao seu final eu me pegava em pensamentos do tipo, neste momento em Santa Vitória o pessoal está contando os dias para que os butiás amadureçam. Que delícia.
Esta minha volta para a terrinha me trouxe, além de muitas coisas, a possibilidade de comer esta fruta. Em Pelotas geralmente não se encontra esta fruta e quando se encontra é pequena e ruim. São butiás de má qualidade os raros que se encontra na Princesa do Sul. Não se vê palmas nas ruas, às vezes o que se acha é um que outro vendedor no calçadão.
O que vou dizer aqui soa como uma traição as nossas tão belas palmas. A saudade foi tanta que cheguei a comprar aqueles butiás de péssima qualidade. Comi-os com um misto de saudosismo e raiva, pois eram butiás, porém péssimos.
Outro dia conversava com meu pai na praia e lhe dizia que os butiás da nossa palma, lá da Barra Uruguaia que já acabaram, eram bons, mas que não eram dos melhores. Os melhores, conversávamos, são aqueles avermelhados que ficam grandes e se abrem na parte de cima, mas estes não se acham mais.
Pois não é que eu achei. Que felicidade, são butiás tão perfeitos que parece que colocaram açúcar dentro. Não tem nenhuma acides, são os tais butiás avermelhados, grandes e que se abrem no meio. Madurinhos que eles só!
Onde fica essa palma?
Não revelo de jeito nenhum. HEHEHE!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

IDÉIAS PARA O NOSSO FUTEBOL.

O Futebol de Santa Vitória do Palmar passa mais uma vez por um período de transformações. A Liga encontra-se, pelo que sabemos, sem direção e os clubes se mexem para fazer a assembléia da instituição para que uma nova diretoria seja eleita ou a atual seja re-eleita.

Aí começam os problemas, trata-se da questão do estatuto que foi reformado em 2006 não foi registrado, por tanto não tem valor e assim as decisões deverão ser tomadas levando em conta o antigo estatuto que é o que realmente vale aos olhos da lei.

Mas o que mais me interessa nesse assunto não é a discussão do Campeonato. Óbvio que isso é muito importante porém a fórmula, o nome e quem disputa as competições são de inteira responsabilidade dos próprios clubes. Estes em última instância são os donos da LIGA, que nada mais é que uma associação de clubes para a organização do futebol.

Por esse motivo a discussão entre se deve se jogar com quatro, oito ou dez times não é a mais relevante neste momento. O que salta aos olhos de todos é a questão financeira e legal dos clubes de Santa Vitória do Palmar.

A Liga deve agir como agente transformador e divulgador do nosso futebol. A liga, além de organizar a competição nos moldes que os Clubes desejarem, deverá promover o evento. A entidade deve agir em prol do desenvolvimento do futebol local e mesmo sendo este amador, a Liga deve ser profissional.

Por profissional entenda-se uma LIGA que promova competições que sejam lucrativas e que partes destes lucros revertam diretamente para as equipes que participam das competições. Isto pode ser feito através de prêmios ou em parcelas iguais para todos.

Uma entidade deste tipo pode fazer ainda mais, pode buscar convênios que abranjam todos os seus filiados e desta maneira baratear os custos de disputa. Pode-se fazer, por exemplo, convênios com fornecedores de material esportivo. Nesse caso a LIGA faria a compra em nome dos clubes interessados e comprando em grande quantidade conseguiria-se um preço mais viável. O mesmo pode ser feito em áreas como a contabilidade e o setor jurídico.

O que fica claro é que com o país em fase de crescimento econômico chegou a hora de parar de chorar esmolas e ir a luta para transformar nosso futebol amador em um “GRANDE FUTEBOL AMADOR”.

Estas são apenas algumas idéias que gostaria de colocar em prática se me fosse dada a oportunidade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SVA OPINIÃO: E TERMINOU A ELEIÇÃO

A eleição de 2010 nos deixa muitas lições, algumas interrogações e uma certeza.

CERTEZA
Comecemos pela certeza. O PT nunca foi tão forte no país. Dilma terá apoio da maioria dos governadores, da Câmara Federal e do Senado.
Se ao final dos 4 anos de seu governo as reformas tão pedidas, falo daquelas que muitos são contra porém são necessárias, se não saírem do papel será por pura falta de vontade política. Se quando o mandato da primeira mulher presidente terminar ainda existirem monopólios no Brasil será por que o governo federal nada fez para terminar com eles.


INTERROGAÇÕES
 O PSDB perdeu três eleições seguidas para o PT, será que seguirá sendo o principal partido de oposição?
Se não for o PSDB, o PV pode assumir esse papel?
Qual será a postura de Marina frente ao governo?
O que daria mais certo, uma oposição light, ao estilo Marina ou ferrenha como a do PSDB?
Ainda no campo das dúvidas, porém, puxando para a nossa região.
Santa Vitória do Palmar tem o PT na Prefeitura e Serra vence a eleição.
Chuí tem o DEM na Prefeitura e Dilma vence a eleição.
E aí? Será avaliação do Governo Municipal que está mal nos dois municípios?

LIÇÕES
Quem ainda não se convenceu que o faça antes de ser tragado pela história. Luis Inácio Lula da Silva é de longe, muito longe, o Presidente mais carismático, mais querido que este País já teve. A única concessão que se pode fazer é no caso do Getúlio Vargas e só. Em todo caso “perder” para Getúlio Vargas não seria desonra nenhuma.
Lula será dessas pessoas, poucas, que tem o nome no Brasil todo. Dentro de algum tempo teremos Ruas; Praças; avenidas; estádios; aeroportos com o nome de LULA. Esperem e verão.
E a lição maior não é só essa. O fato mais incrível de todos é que desde a eleição de 2006 o voto da classe baixa se “despegou” do da classe média, ou seja, empregado não vota mais no candidato do patrão. Isso se deve a LULA.
A lição que fica, por isso e muito mais é essa:
OBAMA TINHA RAZÃO, LULA É O CARA.
Como duvidar de alguém que transforma um quadro técnico em Presidente?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DEU NA TELHA: PROTESTOS AQUI E LÁ.

PROTESTOS AQUI E LÁ.

A França vive uma onda de protestos como de costume. Desta vez o fator que desencadeia a reação popular, eu lá engloba a classe média, é a possibilidade de alteração nas regras da aposentadoria.

Este texto não é sobre a proposta de alteração, nem sobre os prós e contras, para isso leiam as notícias que saem na imprensa aos milhares. O que quero discutir aqui é: Por que protestar na França é bonito e aqui é considerada uma coisa feia?

Preste atenção, você que é militante ou não, no Brasil sempre que dissemos que estamos ou que fomos a um protesto somos olhados de forma estranha. Sempre que alguém nos diz que em um protesto esteve, tendemos a perguntar, por quê?

Como assim por quê? Se a pessoa protestou é por que ela tem discordância sobre o que está acontecendo. Mas mesmo assim teimamos em perguntar sempre imaginando que a pessoa foi em busca de uma promoção pessoal ou por um partidarismo político. Pois que seja, qual o problema? Isso tudo são opções de conduta e de vida que as pessoas fazem.

Notem que os protestos franceses e, podem ficar brabos mas é verdade, os argentinos também, são compostos por todo o tipo de pessoas. Lá estão pessoas ligadas a sindicatos, partidos políticos, movimentos sociais, mas também estão pessoas que não fazem parte destes órgãos políticos. Simplesmente acham que devem estar ali manifestando a sua vontade e/ou opinião. E assim o fazem.

Em sociedades onde a democracia está consolidada não há medo de se participar de protestos. Conversando com as pessoas podemos notar que muitas delas gostariam de participar, mas não o fazem por medo. Medo da repressão, medo de perder o emprego ou medo de “pagar mico”, ou seja, passar vergonha.

A mídia brasileira também tem sua culpa nesta questão. Um protesto aqui sempre é tratado como arruaça. A única exceção é quando o protesto é contra a violência, neste caso a coisa muda de figura. Fora isso pessoas que se juntam com cartazes e faixas e que gritem palavras de ordem são logo taxados de “desocupados”. Já vivi essa experiência de ser chamado assim quando era estudante da UFPel e participei de uma greve em 2001.

Ao mesmo tempo em que os manifestantes aqui são tratados como pessoas que não tem mais o que fazer, os protestos de fora mas principalmente europeus são tratados de forma heróica, inclusive. Vemos manchetes do tipo :”Os parisienses protestem contra uma lei, absurda, que muda as regras do primeiro emprego”. Depois vem o comentarista e diz que assim, dessa forma que os parisienses acabaram com a Bastilha e mesmo com o Absolutismo.

Como pode a mesma coisa ser tratada de modo tão diferente só pelo lado do Atlântico que ela se localiza?

Penso em várias possibilidades de resposta para esta pergunta. Mas deixo isso para os leitores.

sábado, 16 de outubro de 2010

Ao contrário do pensava a maioria, o segundo turno está estragando a eleição.

Resultados a parte, o primeiro turno teve um debate muito bom de propostas. Eram propostas de todos os tipos, ideologias, formas, marcas etc...
Quando assistíamos há um debate, ou mesmo no Horário Eleitoral de Rádio e TV, havia contra ponto. Havia candidato desdenhando da proposta de outro mostrando a sua. Algo muito normal em qualquer eleição. Chegar para o público e dizer “Tem candidato que apóiz X, isso é um absurdo, todos sabem que o bom, o melhor para todos é o Y”.
Agora, neste segundo turno não vemos mais isso.
Todos analistas políticos diziam que um segundo turno é interessante por que faz com que as pessoas conheçam ainda mais os candidatos através do aprofundamento de idéias e propostas que se obriga a ter, afinal são mais três semanas de discursos, debates e programas gratuitos. Mas não acontece isso em 2010.
Sou dos que não gostaram do debate da BAND. Os candidatos tiveram, pedido por eles mesmos, a chance de fazer um número grande de perguntas um para o outro e o que assistimos?
Não fiquei sabendo por exemplo qual a política deles para o esporte, assunto que me interessa, mas não falo de Copa do Mundo e Olímpiada, queria saber sobre o Esporte Educação, Esporte Lazer.
Perderam, os dois, a chance de tentar conquistar os “Marineiros” do primeiro turno. Nenhum falou do meio ambiente. Estes são apenas dois exemplos, se olharmos com atenção veremos mais, mas não cabe ficar citando todos aqui.
Ao invés disso o que estamos assistindo neste segundo turno é uma guerra do ódio. Na boa, esta eleição me lembra a de 1989 quando as pessoas deixavam de se falar devido ao candidato da outra. Incrível mostra da falta de postura das lideranças que usam de qualquer arma para chegar ao poder.
Aqui o problema fica ainda pior. A intolerância é alta entre os simpatizantes também. Vejo isto através dos e-mails que recebo. O pessoal, conheço gente dos dois lados, está enfurecido. Há mensagens absurdas com colocações fora de tom a todo o momento.
Não quero aqui dar uma Lasier Martins e me declarar neutro não sendo. Todos sabem qual é a minha preferência pessoal. Todos sabem que estou filiado ao PDT e que apóio, obviamente, Dilma Roussef. Julguem como quiserem, mas a maneira como está sendo feita a disputa deste segundo turno, a partir dos ataques de Serra e com os contra ataques de Dilma não está ajudando o Brasil.
O eleitor está sendo privado de saber, de ter nem que seja uma mínima idéia, de como o vencedor vai administrar. 

Quero saber a opinião de vocês. Comentem.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

DEU NA TELHA:TEM ALGO DE ERRADO COM A MINHA CIDADE.

O ano de 2010 está sendo repleto de novidades para mim e para a minha família. Começa pelo aumento da família, no dia 4 de Março chegou ao planeta a minha filha Sofia. Um bebê normal, como outro qualquer, que eu como pai admiro demais, como outro (pai) qualquer.

Mas a chegada da Sofia não serviu, apenas, para nos trazer alegria, felicidade, mas também para nos mostrar uma realidade que desconhecíamos, ou que não enxergávamos.

Ainda quando estava vivendo em Pelotas lutava para andar com o carrinho da Sofia naquelas estreitas calçadas. Em Junho passei a morar em Santa Vitória. Voltava a minha cidade natal, da qual saíra para estudar em 1996 e que desde então, apenas em 2005, estivera morando aqui.

Aqui não haveria problemas com as calçadas, pois são largas e boas, pelo menos no centro, contava entusiasmado para minha esposa, que sendo natural de Esteio conhece pouco nossa cidade.
Aqui começa a surpresa, e foi negativa. Várias vezes, em prédios públicos e mesmo privados, não há acessibilidade para um carrinho de bebê. Existem ali degraus que impossibilitam uma pessoa sozinha consiga subir ou descer aquele obstáculo.

Isso não seria problema se pudéssemos contar com a colaboração, com a bóia vontade dos demais cidadãos. Ao invés disso, minha mulher provou do gosto de ser invisível. Várias pessoas passaram por ela e não prestaram uma ajuda, uma assistência a uma mulher e seu bebê. Isso se passou na frente do Banco do Brasil e o sofrimento só acabou quando um senhor, que nem estava no banco a ajudou com o carrinho. Pelo menos apareceu alguém.

Pior que isso só os fatos que vou contar agora. Por duas vezes, uma em um órgão público e outra em um supermercado a Sofia, minha filha, foi impedida de adentra o local em seu carrinho que, para mim, não faz mal a ninguém.

A primeira destas vezes foi na Caixa Econômica Federal. O segurança disse com arbitrariedade, talvez se achando algum General de Campo, que “ordens são ordens” e não deixou o carrinho entrar. Pior que isso, sugeriu que a minha esposa deixasse o carrinho do lado de fora e entrasse com o bebê, mas não se responsabilizava se o carrinho viesse a ser roubado. Não quis chamar o Gerente para resolver o caso, ao invés disso chamou uma estagiária que disse para que ligássemos para a ouvidoria para proceder à reclamação. Faremos isso.

E teve ainda outra oportunidade em que o carrinho foi um empecilho. No novo supermercado Milano, muito bonito, diga-se de passagem, não nos foi permitido entrar com o carrinho. Tenho que registrar, contudo, que foram extremamente amáveis e atenciosos e que nos ofereceram outras maneiras de adentrar com o bebê, como um baby confort, por exemplo. Dessa vez a decisão foi nossa de não tirar ela do carrinho, pois estava quase dormindo.

Mesmo assim, com essa ressalva, sou obrigado a perguntar que tanto incomoda um carrinho de bebê?
Existe algo de errado em minha cidade. Devemos como cidadãos, resolver isso.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DEU NA TELHA.

PERSONAGENS DE UMA ELEIÇÃO 


Analisando eleições cheguei a alguns tipos que existem em todas elas e que certamente sem estas pessoas tudo seria bem diferente. São eles:


O LIDER: É aquele que quando fala (na verdade ele não fala, discursa) a platéia de apoiadores vem abaixo. Existe vários tipo de líderes, há os carismáticos; há os que lideram pela paixão dos liderados e também os que o fazem através do medo dos liderados. Parece-me que temos os três tipos por aqui. Analise e verá!


O MILITANTE: O militante é aquela pessoa que faz da sua vida uma eterna disputa política, ele não aparece só em época de campanha, participa o tempo todo. Ele não some quando seu partido perde uma eleição e raramente troca de partido. O militante é de um partido e sabe por que é. E mesmo que o seu líder mude de partido, ele só o fará se for convencido mediante argumentos ideológicos, nunca fisiológicos. Se for assim este não é um militante e sim um puxa-saco, categoria que já veremos.


O PUXA SACO: Este é incrível. Existe o tempo todo e não apenas na política. Seu objetivo é apenas se “colocar”, anda atrás de uma “boquinha”o tempo inteiro. O puxa saco estará sempre pronto a defender seu líder com unhas e dentes, mas não deixará de mudar de líder ao ser derrotado.


O PAPAGAIO DE PIRATA: Esta figura quer notoriedade. Coloca-se sempre ao lado do candidato ou do líder. Sua determinação em se mostrar uma pessoa importante é impressionante. Há quem diga que eles sofrem de baixa auto-estima, ou seja, necessitariam se mostrar como importantes para as demais pessoas. São muito encontrados em palanques.


O PROFISSIONAL: Eles atuam em várias áreas, eu mesmo sou um deles. Podem executar diversas funções e podem vir a trabalhar para adversários, logicamente não na mesma eleição. Geralmente são pessoas que tem bom conhecimento teórico a respeito de política e o aliam a sua experiência de vida.


O SIMPATIZANTE: Esta pessoa pode ser um conhecido, parente ou amigo do candidato. Pode ser alguém que tem com o partido a mesma relação de um torcedor de futebol, ou seja, ele não decide os rumos da sigla, mas torce para que ela ganhe.


O NEUTRO: Este tem medo, às vezes justificado, de revelar sua verdadeira posição. Não se abrirá tão facilmente. Até mesmo os institutos de pesquisas terão dificuldades em coletar sua opinião.


O ANALFABETO POLÌTICO: Este para mim é tão triste que para defini-lo, busco a ajuda de Berthold Brescht: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”


Agora, enquanto você pensa em quem vai votar, divirta-se associando as pessoas que conhece a cada categoria e para ser justo, faça o mesmo com você. Aí saberemos quais papéis são desempenhados em uma eleição.

DEU NA TELHA:E SE FOSSE EU, OU VOCÊ, O QUE FARIA?

Uma das coisas mais difíceis na vida é se colocar no lugar do outro. Se imaginar tomando a decisão daquela pessoa, tão contestada, tão estranha, afinal por que ele fez isso ou não fez aquilo?
Essa é uma das atribuições que Sociólogos, Cientistas Políticos e Antropólogos se impões o tempo inteiro. Procurar enxergar através dos olhos do outro. Não se trata de contar uma história, como nossos colegas jornalistas, mas de entender por que ela aconteceu da forma como aconteceu.
Exercitando este fundamento de minha profissão, tal qual um futebolista treina o chute, chego humildemente a uma conclusão. Se eu fosse o Serra investiria pesadamente em encontrar qualquer coisa que ataque a Dilma. A transferência de votos e o crescimento de Marina só se deu depois do caso Herenice.
Até a explosão da denúncia não havia dúvidas de que a eleição teria apenas um turno. Nem mesmo os tucanos pareciam acreditar em uma virada. Eles esperavam um fato novo e esse fato ocorreu, foi a denúncia de corrupção na Casa Civil.
Se eu fosse Dilma tentaria contra atacar, mas não com denúncias contra os Tucanos e sim desacreditando suas propostas. Eu, sendo a Dilma, faria de tudo para comprovar que é impossível no ano que vem um salário de R$ 600,00 mas que é possível que ele chegue a sei lá, R$ 900,00 ou mil no próximo mandato.
Eu mostraria as pessoas que tiveram suas vidas mudadas por avanços do governo federal e deixaria para os debates, principalmente o último uma série de ataques, aí sim, aos tucanos. Cada pergunta seria uma denúncia. E em cada réplica uma proposta. Esta proposta seria sempre em relação a denúncia e com a pretensão de sanar o caso.
E se eu fosse a Marina eu ficaria neutra. Só o que a Marina precisa para vencer a próxima eleição é ser totalmente independente da disputa PT-PSDB nos próximos 4 anos. Ela conquistou 20 % da população e se coloca como a terceira via possível, algo que Garotinho, Ciro Gomes, Heloísa Helena; Cristóvão Buarque e Plínio de Arruda Sampaio não conseguiram.
Tudo que a Marina tem a fazer para perder essa construção é apoiar algum desses que aí estão. A idéia de terceira via se esvairia pois ficaria claro que a preocupação do PV e de suas lideranças seria ocupar cargos e não implementar sua política. Isso por que não importa a quem se apóie, quem governa é quem vence e os apoiadores se submetem, na maioria dos casos, a sua política.
E como eu não sou nenhum deles posso me deliciar escrevendo sobre a eleição do dia 31 e ficar me perguntando. O que será que vai acontecer?

domingo, 3 de outubro de 2010

DEU NA TELHA.

O VOTO


Chega enfim o dia de votar e neste dia que acordo muito feliz. É o dia em que sou cidadão efetivamente. E isto nada tem a ver com a qualidade dos candidatos ou com as coisas da política.
O voto tem sua importância não apenas pelo aspecto prático de escolher as pessoas que gerenciarão o aparelho do estado, assim como as que fiscalizarão este gerenciamento, por quatro anos.
Se a importância do voto fosse apenas a simples escolha destas pessoas acredito que o voto não faria tanto sentido nos dias atuais, visto que acabamos nos decepcionando com a maioria das pessoas em quem acabamos votando. Por isso não reside no votado (CANDIDATO) a importância do voto e sim no votante (ELEITOR).
Os fatos não podem ser escondidos e devemos falar claramente. A política é simples! Trata-se de vários grupos de pessoas com algumas afinidades que disputam o poder de definir os rumos da sociedade. Não tem nada disso de bem comum, todos buscam chegar e se manter no poder para então dar a sua cara a sociedade, ou seja, fazer as coisas que acreditam ser boas para si e convencer os demais que são boas também para eles.
Estes grupos de pessoas podem ter afinidades de diversos tipos, tais como Ideológica ou programática, quando os membros pensam de forma semelhante e tem objetivos iguais; Tática ou estratégica, quando o pensamento dos membros não é tão igual, mas o objetivo é o mesmo; fisiológica ou oportunista, quando se trata de considerar o aparelho do Estado como uma empresa e a chegada ao poder como a obtenção de uma vaga no mercado de trabalho. Ressalto que existem mais arranjos possíveis, mas estes são os que mais ocorrem.
Dito isto pergunto: Porque então a importância do voto está no ELEITOR e não no CANDIDATO?
Eu mesmo respondo. Ora! Sempre haverá vários grupos disputando o poder, isto não é um privilégio da Democracia e acontecerá em qualquer situação. A democracia nos dá na verdade a possibilidade de decidir qual grupo fica no poder sem que haja conflitos físicos ou armados. E de quebra garante que eles se alternem.
A democracia é a alternativa a barbárie! Por isso me sinto feliz em votar! E por isso o ELEITOR é o mais importante porque enquanto ele participar, e quanto mais participar melhor, este sistema permanecerá e tenderá a ser aperfeiçoado. Agora se as pessoas deixarem o voto de lado, corremos o risco de voltar a grande e amarga noite ditatorial. Pense bem e escolha alguém!
PARABÉNS ELEITOR, VOCÊ É UM CIDADÃO!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

DEU NA TELHA.

Que coisa interessante é o debate.

Muita gente não gosta, alguns tem calafrios só de pensar em um. Outros fogem quando é com eles e gostam de assistir ao dos outros. Que coisa interessante é o debate.
A gente fala, escuta e muitas vezes concorda, tantas quais discorda. Vamos e voltamos por um mar de argumentos sem fim só para saber que na maioria das vezes, quando houver um vencedor, este não será propriamente o que tem a razão, mas o que melhor preparado está para o debate.
Nesta época de eleições a gente assiste a muitos deles. Muitas vezes, em casa, no conforto dos nossos sofás pensamos, mas por que ele não responde falando isso? Quando participamos de um debate ficamos sabendo que de casa é mais fácil.
Mas e quando o debate é com alguém querido? Quando o oponente é um amigo, cônjuge, primo, pai ou avô? E o pior de todos, quando o oponente é seu irmão? Aí é difícil.
Seu irmão(ã) é geralmente a pessoa que sabe todos os seus defeitos. Ele tem o poder de destruir teu argumento, elaborado com tanto sacrifício, em apenas uma frase. Ele te conhece bem demais. O lado bom disso é que você também o conhece e por isso joga do mesmo jeito.
O debate entre irmãos é assim, começa sempre com um pé atrás. Nenhum dos dois exagera no início e vai tudo meio que na paz até que de repente algo acontece e BOOOMMM começa o bate boca.
Mas é assim mesmo o debate.
O bom disso tudo é saber que ao final, convencendo ou sendo convencido, o debate vai fazendo a gente pensar mais e racionalizar melhor os fatos, assim nos aprofundamos mais e melhoramos para o próximo debate.

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