O movimento político representado nesta eleição por Bolsonaro chegou para ficar. Milhares de pessoas, ou seriam milhões, se acharam representadas de alguma maneira pelo político de extrema direita. Assim, a voz que muitas vezes estava quieta conseguiu sair das gargantas destas pessoas e encontrar eco em várias outras.
O que levou a este momento? Por que agora temos que nos deparar com pessoas que questionam se, por exemplo, o Golpe de 1964 foi mesmo um golpe? Será que aprendemos errado a história? O que aconteceu, por exemplo, com este que era uma dos poucos consensos no Brasil?
Devemos, e enxergo que este movimento já começou, aprofundar a análise destes acontecimentos. Erramos todos, tanto a esquerda quanto a direita sobre o real poder, tamanho e a fidelidade dos que estão escolhendo a extrema direita para votar.
Correndo o risco de errar, pois movimentos de última hora sempre são possíveis, acredito que este pensamento é mesmo maior até que seu representante candidato a Presidente. Notem o enorme volume de críticas que o já conhecido como “#elenão” recebe e mesmo assim, segundo os institutos de pesquisa, seus índices não caem ou até aumentam.
Normalmente candidatos com pés de barro sucumbem quando são criticados tão fortemente. Isto nos leva a intuir que é mesmo um pensamento que se fortaleceu ao longo do tempo e que agora encontrou um representante. Não o contrário.
Apostávamos, eu inclusive, que Bolsonaro derreteria com o passar da Campanha, não derreteu. Aqui faço justiça ao dizer que de todas as pessoas que eu conheço o único que dizia pensar o contrário, ou seja, que ele não derreteria foi o meu amigo Winicius Wu.
E o fortalecimento desta situação deu-se justamente pelo descrédito da Política. Não de um partido em si, ou de uma ou duas lideranças, mas do sistema político brasileiro.
Em um país com tantas diferenças nada mais natural o multi partidarismo e as várias facções dentro de cada partido. Assim alianças infindáveis e as vezes sem nexo ou lógica são feitas, refeitas, rompidas e rearranjadas a todo o momento. Mas esquecemos, nós políticos, que nem todos da população são Cientistas Políticos ou leram os livros de Machiavel. Para o Cidadão comum nem sempre as coisas fazem sentido. E vou confessar, as vezes para mim também, e olha que milito em política desde os dez anos de idade.
Assim a direita tinha que derrubar o PT do Governo, sob pena de desaparecer quase que por completo, visto que nosso sistema político não deixa quase espaço para quem está na oposição. Essa é a verdade. Tudo o que será feito é decidido pela situação, claro passando por acordos diversos, mas no fim das contas é quem define inclusive a pauta.
Neste sentido, após perder uma eleição que tinha por ganha em 2014, a direita através de Aécio Neves e da cúpula de seu partido, confessada em entrevista por Tasso Jereissati recentemente, decidiu sabotar o sistema político mesmo que levasse a uma crise econômica. Era a maneira de derrubar o Governo, assumir com o vice e assim caminhar tranquilamente para uma eleição em 2018.
Erraram o tiro pelo governo posto não ter dado certo. Se Dilma não contentava a Classe Média, que bateu panelas pela sua queda, Temer foi ainda mais longe. Não contentou classe nenhuma. O PSDB fazendo parte do Governo Temer não consegue agora se descolar desse Governo e se apresentar como alternativa. Assim é visto como uma sequência e ao meu ver está aí o motivo de Alckmin não decolar. Sendo assim, somamos motivos sociais a políticos estratégicos e temos a extrema direita fortalecida.
Segundo enxergamos através dos tempos, esta linha de pensamento oferece respostas “fáceis” a seus seguidores e isso pode ser inebriante. Os Nazistas alemães convenceram praticamente a totalidade de sua população que o problema eram os Judeus. Já no Brasil elegeram 3 ou 4 temas e para cada um deles há uma resposta definitiva e que notem, sempre é colocada como de simples aplicação.
Se há muitos crimes, que se de armas a todos. Se há pouco emprego, que não se invista no exterior. Se a ONU interfere no Brasil, que se saia da ONU. Se a família está desestruturada que as mulheres cuidem da casa, que se combata os Gays...
Há quem diga que, assim como na França, a partir de agora a extrema direita será uma força política constantemente forte no Brasil. Tendo a acreditar nisso. A impressão que tenho é de que nos próximos pleitos, Socialistas, Sociais Democratas, Liberais ou Comunistas que conseguirem chegar ao Segundo Turno terão contra si os Fascistas da extrema direita e de acordo com o exame de consciência que os que ficaram de fora do Segundo Turno fizerem, governarão o Brasil.
Interessante colocar que se dizia, eu mesmo dizia, que no momento em que as propostas e opiniões pouco convencionais, tidas como bobagens por muitos, fossem colocadas todos os dias, as pessoas desistiriam de votar em Bolsonaro. Pois bem, as ideias foram sendo repetidas, são as mesmas e ampliadas, e mesmo assim não houve até este momento a queda.
Será que o que é bobagem para nós é bobagem para todos?
O momento é novo, o adversário é novo. A Sociedade é mutante e devemos conhecer nossos adversários para termos sucesso, já dizia Sun Tzu. A disputa não é mais pela administração do País mas da forma como queremos nos organizar como Sociedade.
Este Blog se destina a divulgar as opinões e os trabalhos de Luciano Mega - Sociólogo; Mestre em Política Social e Escritor
Livros de Luciano Farias Mega
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quarta-feira, 3 de outubro de 2018
terça-feira, 26 de junho de 2018
Em tempos de Copa precisamos apoiar ou criticar?
Embora estando no título deste post, a Copa do Mundo não é
assunto principal desta reflexão que proponho, mas é um assunto afetado
consideravelmente por ela.
Para quebrar um pouco da overdose de futebol passei a
assistir a série espanhola “El ministério del tiempo" no Netflix. Trata-se
de uma organização secreta do Governo Espanhol que pode viajar no tempo e sua
missão é garantir que não haja alterações na história.
Não se preocupem que não vou dar spoiler.
O que posso dizer sem problemas é que trata-se de uma obra
de ficção de boa qualidade, apesar de ter um argumento clássico da ficção. A
viagem no tempo com agentes que devem protege-lo de vilões que tentam alterá-lo
em seu benefício.
O que chama a atenção nesta série é o fato de como os Espanhóis,
pelo menos na série em questão, conseguem tratar de sua história de forma
madura, sem ser ufanista mas também sem serem críticos de forma exagerada.
Através de um personagem, que era soldado quando a Espanha
era o principal império do Mundo, ocupando o lugar que hoje é do tio San dá-se
a crítica. Alonso de Entrerríos Fresneda, não
consegue entender como a Espanha atual é menos importante do que a França, ou
como a Democracia funciona e ainda menos o voto feminino.
Em diálogos de Alonso com personagens da atualidade, como o
Médico Júlian Martínez entre outros, as comparações são inevitáveis e as vezes
de forma até jocosa o antigo soldado solta frases como “agora entendo por que
não somos mais um império”.
Ao mesmo tempo que tiradas, as vezes sarcásticas, fazem o
papel da crítica a série também ressalta fatos importantes de fato na história
espanhola. Uma das personagens principal é Amélia Folch, a primeira mulher a
frequentar uma Universidade na Espanha. Todos os grandes artistas espanhóis
aparecem na tela. Temos o prazer de ver Picasso, Goya, Velasquez, Lope de Veja,
Cervantes e personagens políticos como Spinola, a Rainha Isabel a Católica e
mesmo o lendário El Cid. Todas as aparições tendo a ver com a trama geral da
série e sem endeusar os personagens mas tratando suas obras com a devida
importância para a história e a formação cultural e política da Espanha e
tratando de como seriam os dias de hoje sem esses personagens históricos ou com
a história destes sendo alterada. Alguém consegue imaginar a Espanha de Hoje
sem o quadro Guernica, de Picasso, considerado símbolo da nova Democracia
espanhola?
O que quero dizer com isso e aqui entra a Copa do Mundo em
questão é: Por que nós, Brasileiros não conseguimos ponderar a nossa história
ou o nossa atualidade?
Aqui pelo geral quando falamos de história vamos a um
extremo ou ao outro. A Série que conta a história dos maiores empresários
brasileiros, feita pelo History Chanel, por exemplo é uma verdadeira ode aos
personagens que são apresentados praticamente como seres sem defeitos.
Já a Rede Globo produziu certa vez a série Quinto dos
Infernos, que narrava as aventuras da Família Real portuguesa quando esta se
transferiu para o Brasil fugindo da invasão de Napoleão. Foi ao outro extremo.
Ao invés da série tratar do grande diferencial obtido pelo Brasil na época,
pois foi a única colônia que recebeu seu Rei como novo morador e desde então
deixou de ser colônia e passou a ser Reino Unido a Portugal, fato que por
exemplo não aconteceu com nenhum dos países de língua espanhola, francesa ou
inglesa da América ou de qualquer outro continente. Até os dias atuais, Don
Pedro foi o único monarca europeu a ser coroado fora da Europa.
O Brasil teve um grande avanço nessa época. Passou a ter um
Banco, Universidade, urbanização da Capital Rio de Janeiro mas nada disso foi o
tema principal da série. Ao contrário, preferiu a Rede Globo focar mais na vida
íntima e cheia de traições do Rei, do Príncipe e as peripécias da corte em
geral. Era uma tragicomédia eu diria.
E no futebol se dá a mesma situação.
É Copa do Mundo. Outra somente em 2022!
Necessitamos sermos torcedores incondicionais e vincular a
torcida pelo nosso time nacional de futebol ao patriotismo?
Precisamos, para termos consciência crítica, torcer contra o
Brasil? Transferir para o time de futebol toda a culpa por tudo o que não está
certo no nosso país?
Nem uma coisa e nem outra. Podemos e devemos, de uma vez por
todas, sermos um pouco menos sentimentais nas nossas análises, sejam sobre
nossa história, nossa política ou nossa posição frente a nossa equipe de
futebol.
Necessitamos de ponderação, de tratar os fatos de maneira
menos apressada. De não julgar pela primeira opinião. Não temos que ser tão
rápidos no gatilho do rótulo e disparar, é isso ou aquilo é!
Quando formos capazes de fazer isso veremos o quão rica é a realidade
e quantas multifaces deixamos de perceber.
Quero que o Brasil corrija todos os seus rumos, principalmente
na questão da desigualdade social e econômica e quero que ao mesmo tempo
sejamos mais uma vez os Campeões do Mundo de Futebol. Uma coisa não excluí a
outra!
terça-feira, 12 de junho de 2018
Sartori lidera mas sem consistência
O Instituto Paraná Pesquisas divulgou levantamento sobre a disputa eleitoral no Rio Grande do Sul.
Antes de brigar com os resultados, que para mim são surpreendentes, cabe gastar um tempinho para dar uma olhada nesses números.
Sartori tem cerca de 30% em todos os cenários testados e se destaca muito entre os jovens, até 24 anos. Nessa faixa ele obtém indíces maiores do que 30 %.
Eduardo Leite tem desempenho semelhante ao de Miguel Rosseto, na prática estão empatados. Rosseto vai mal entre os jovens, com menos de 4% mas em contra partida é muito conhecido pelos eleitores.
O conhecimento do eleitorado, o chamado "reecall" de Eduardo Leite deve ser seu maior obstáculo na corrida pelo Piratini. Nada menos do que 34,6% dizem não conhecer o Tucano suficientemente para formar uma opinião sobre ele.
Lendo o relatório completo chama a atenção a grande desaprovação do Governo Sartori. Se por um lado tem bons índices de intenção de voto, por outro tem apenas 18,3% de aprovação (ótimo 2,6% e bom 15,7%).
Este índice é baixo demais para que uma candidatura se mantenha viável. O normal, não havendo grandes mudanças, é que Sartori tenha pioras em seu desempenho.
As perguntas que seguem em aberto são?
Possuí Sartori gordura suficiente para queimar?
A perda que deve ocorrer com as críticas que vão se acentuar durante a campanha serão suficiente para tirar o atual mandatário do Piratini do segundo turno?
Eduardo Leite e Miguel Rosseto disputam uma vaga no Segundo Turno ou podem os dois estarem no Segundo Turno?
O Cenário, óbvio pelo momento, está ainda muito aberto, mas antes de brigar com a pesquisa do Paraná, ou qualquer outra, devemos ver o que ela nos mostra e esta está mostrando que Sartori largou na frente mas que pode não ter estofo para se manter nessa posição.
Antes de brigar com os resultados, que para mim são surpreendentes, cabe gastar um tempinho para dar uma olhada nesses números.
Sartori tem cerca de 30% em todos os cenários testados e se destaca muito entre os jovens, até 24 anos. Nessa faixa ele obtém indíces maiores do que 30 %.
Eduardo Leite tem desempenho semelhante ao de Miguel Rosseto, na prática estão empatados. Rosseto vai mal entre os jovens, com menos de 4% mas em contra partida é muito conhecido pelos eleitores.
O conhecimento do eleitorado, o chamado "reecall" de Eduardo Leite deve ser seu maior obstáculo na corrida pelo Piratini. Nada menos do que 34,6% dizem não conhecer o Tucano suficientemente para formar uma opinião sobre ele.
Lendo o relatório completo chama a atenção a grande desaprovação do Governo Sartori. Se por um lado tem bons índices de intenção de voto, por outro tem apenas 18,3% de aprovação (ótimo 2,6% e bom 15,7%).
Este índice é baixo demais para que uma candidatura se mantenha viável. O normal, não havendo grandes mudanças, é que Sartori tenha pioras em seu desempenho.
As perguntas que seguem em aberto são?
Possuí Sartori gordura suficiente para queimar?
A perda que deve ocorrer com as críticas que vão se acentuar durante a campanha serão suficiente para tirar o atual mandatário do Piratini do segundo turno?
Eduardo Leite e Miguel Rosseto disputam uma vaga no Segundo Turno ou podem os dois estarem no Segundo Turno?
O Cenário, óbvio pelo momento, está ainda muito aberto, mas antes de brigar com a pesquisa do Paraná, ou qualquer outra, devemos ver o que ela nos mostra e esta está mostrando que Sartori largou na frente mas que pode não ter estofo para se manter nessa posição.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Sobre as pesquisas para Presidente, o que importa não é comentado
Então o Vox Populi e o DATAFOLHA divergem nos índices de Lula?
Sim, mas o principal ninguém está dizendo.
Muito mais importante que o momento, ou seja o que cada um tem, é o futuro.
Sabemos que a eleição não é agora. É somente em Outubro e como pode chegar cada candidato no dia da votação?
O Vox Populi trabalhou como um tipo de questão que eu gosto muito e utilizo-o sempre que posso. Na verdade uma sequencia de questões que nos dá, além de uma amostra da intenção de voto atual, a possibilidade de crescimento de cada candidato e nos mostra também limites destes.
Primeiramente testa-se o nível de conhecimento de cada candidato pelo público. Assim sabemos que aqueles candidatos mais conhecidos, tem por óbvio, mais chances de aproveitar o seu potencial de crescimento.
O potencial de crescimento é dado pela seguinte questão. Pergunta-se ao entrevistado quais as chances de você votar no candidato X. E repete-se a questão para cada um dos candidatos que se quer testar. O entrevistado pode escolher entre 3 respostas, sendo estas: "votaria com certeza"; "poderia votar" ou "não votaria".
A opção "votaria com certeza" é onde o candidato está no momento. Geralmente este é um eleitor que não mudará de ideia tão facilmente. Ele está firme, ele tem certeza. Remover ele dessa ideia não é fácil.

O entrevistado que escolhe "poderia votar" está analisando, refletindo, escolhendo. Considera a chance de dar o voto ao candidato testado. Esta pessoa não consolidou a sua escolha mas admite a possibilidade de o candidato testado ser essa escolha. Há chances de conquistar esse voto.
Quem escolheu a opção "não votaria" está claramente rejeitando o candidato. Raramente alguém que declara "não votaria", muda essa opinião. Note-se que esse entrevistado escolhe a unica opção claramente ligada ao NÃO contra duas opções que refletem, em maior ou menor grau, um SIM.
O potencial de crescimento é formado pela soma do que o candidato tem hoje de forma consolidada com os que admitem votar no candidato mas que ainda não definiram, ou seja:
Potencial de Crescimento = "votaria com certeza" + "poderia votar";
Sendo assim vejam os resultados que o VOX POPULI divulgou e deixem seus comentários.
Vamos fazer o debate que ninguém está fazendo?
- Lula: Votaria com certeza 44%, Poderia votar 13%; Não votaria 38 %;
- Joaquim Barbosa: Votaria com certeza 14%; Poderia votar 27%; Não votaria 10%;
- Bolsonaro: Votaria com certeza 10%; Poderia votar 15%; Não votaria 67%;
- Marina Silva: Votaria com certeza 5%; Poderia votar 25%; Não votaria 63%;
- Ciro Gomes: Votaria com certeza 4%; Poderia votar 17%; Não votariam 70%;
Atenção, os valores que faltam para somar os 100% são os entrevistados que declararam não saber responder a questão.
Então a pesquisa mostra, finalmente que na DATA EM QUE FOI REALIZADA (13 a 15 de Abril de 2018):
- Lula tinha 44% e pode chegar 57%;
- Joaquim Barbosa tinha 14% e pode chegar a 41%;
- Bolsonaro tinha 10% e pode chegar a 25%;
- Marina Silva tinha 5% e pode chegar a 30%;
- Ciro Gomes tinha 4% e pode chegar a 21%;
Aonde cada um pode chegar?
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
VOLTANDO AO MUNDO REAL
Depois de um
mês acompanhando, bem de longe, os noticiários, blogs e o bando de fakes que
inunda o facebook estou de volta. E volto logo em um dos momentos mais
importantes da história do meu país.
Amanhã (24 de
Janeiro de 2018) decide-se não apenas se um ex-presidente poderá concorrer ou
não nas eleições de Outubro deste ano. Está em jogo muito mais do que isso.
Se houver uma
condenação o campo político que Lula representa não acabará. Irá se reorganizar
em torno de outro candidato e seu sucesso ou não fará parte da história também.
O problema não
é a condenação ou absolvição de Lula em sí. É o que significaria. Condenar uma
pessoa sem provas abrirá um precedente gigante que terá força suficiente para
tornar o nosso País o mais injusto entre todos os países do mundo.
Pensem todos
vocês que se uma pessoa que exerceu o maior cargo político desta República por
8 anos poderá ser condenado sem provas o que será feito com as pessoas ditas
comuns?
A Democracia
não pressupõe apenas eleições. É muito mais do que isso. Trata-se de um sistema
que deve se ater também a combater injustiças. Este sistema nasceu para que o
Governo não fosse exercido por apenas uma pessoa (poderiam ser Reis,
Imperadores ...). Ao fazer com que todos os cidadãos participem, dentro das
suas regras, faz com que não seja a vontade de uma pessoa a definir o certo e o
errado.
Se Lula for
condenado sem provas ele será, obviamente perdedor, porém a maior derrotada
será a Democracia no Brasil que estará caindo de vez e em um processo muito
rápido, elaborado e vil.
E desta vez, ao
contrário de 1964, sem nem precisar recorrer a força das armas.
PS. Estarei na manifestação em favor de Lula no dia 24 em POA.
PS. Estarei na manifestação em favor de Lula no dia 24 em POA.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Os Direitos Humanos, meus, teus de todos os Humanos.
Em 10 de
dezembro do ano que vem, daqui a menos de uma ano por tanto, a Declaração dos
Direitos Humanos da ONU completará 70 anos.
Em 1948 uma
série de Direitos foram organizados em trinta artigos de modo a que esta declaração
fosse Universal, Humana e por óbvio que garantisse os direitos dos humanos
deste universo.
Por universal
se entende que esta declaração possa ser seguida em qualquer parte, não
interessando a forma de governo, a religião ou qualquer outra exceção que possa
existir no local. Sendo um humano ele estará protegido por esta declaração.
Não importa o
local, todo o ser Humano tem direito a vida e o que fazemos? Somos um país com
altas taxas de homicídio. Todo o ser humano tem direito ao trabalho e o que
fazemos? Assistimos Temmer levar ao desemprego milhares e milhares de
brasileiros.
Certa vez uma
pessoa me disse que os direitos humanos eram, na verdade o direito dos presos.
A pessoa me falava isso com raiva. Apenas lhe disse, claro os presos são
humanos. Mas em todo o caso, se o preso está preso, possivelmente é por que ele
violou algum dos direitos humanos.
Nenhuma
declaração, Lei ou regra fará o efeito desejado apensas pelo fato de ter sido
escrita. Seria tão fácil que bastaria fazermos uma lei com a seguinte redação:
Artigo Único, ninguém pode cometer crime algum. Pronto, estaria resolvido o
problema de toda a humanidade, se não com esta mas com mais algumas iguais a
esta seria possível acabar com a fome, com os crimes, etc.
No ano que
vem ao completar 70 anos, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, terá
assim como desde que foi escrita, mais um grande desafio. A própria Humanidade
parece fazer força para que a Declaração não seja cumprida.
Vivemos em um
mundo onde a realidade do presente está matando, mais uma vez, a esperança de
futuro melhor. Mais uma vez o Brasil terá de escolher se opta pela esperança,
na forma de um Estado, mesmo que incipiente, de bem estar social ou então uma
opção mais realista, calcada em banqueiros, no lucro pelo lucro e no rentismo.
Os Direitos
Humanos, e o direito a dignidade é um deles, sofrem ataques diariamente. No Brasil
não é diferente. As reformas propostas por este Governo Federal estão sem
sombra de dúvidas cheias de ataques a estes Direitos, declarados em 1948 mas
mais necessários do que nunca.
Falta menos
de um ano para que estes direitos completem 70 anos, mas quais deles ainda
serão válidos no Brasil daqui a uma ano?
domingo, 3 de dezembro de 2017
Só dois, desde 1994, viraram a eleição para Presidente.
![]() |
| Um dos dois ou uma terceira via? |
Em uma primeira análise salta aos olhos que desde 1994, apenas dois candidatos que não lideravam pesquisas um ano antes da eleição se elegeram.
Importante ressaltar que mais do que a fotografia do momento, uma pesquisa eleitoral serve mesmo como comparação com outros instrumentos, construídos com o mesmo modo e em épocas parecidas. Assim sendo, cabe comparativo com outras pesquisas e a questão aqui trata-se de comparar os cenários, avaliando se o que aconteceu em cada eleição pode servir de guia para intuirmos o que pode acontecer em 2018.
Para fins de análise utilizei as pesquisas do IBOPE (mesmo a atual) que se mostraram mais fáceis de serem acessadas.
Vamos as comparações.
fonte : https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/10/30/Desde-1994-como-estava-a-corrida-presidencial-um-ano-antes-das-elei%C3%A7%C3%B5es
Em Agosto de 1993
Há um ano das eleições de 1994 Lula liderava, seguido de Maluf, Brizola e FHC. A vitória um ano depois ficou com FHC que venceu em primeiro turno. O que aconteceu para que esta vitória fosse possível? O sucesso do Plano Real, lançado próximo as eleições o que fez com que a marca de "Pai do Real" fosse facilmente reconhecida pelo eleitor que fez do Ministro da Fazenda de Itamar Franco o novo Presidente do Brasil.
Em Outubro de 1997
O Presidente FHC já aparecia com 40% das intenções de voto e esse índice apenas subiu no período eleitoral fazendo com que a vitória chegasse no primeiro turno com 53% dos votos. Lula era o segundo colocado e com Brizola como vice não alterou a posição ao final do Pleito. O Presidente que era o "Pai do Real" surfava ainda na onda do plano econômico que após a eleição teve um duro revéz, porém a eleição já estava ganha.
Em Setembro de 2001
De forma muito hábil Lula e o PT surfaram nos insucesso do segundo mandato de FHC capitalizando toda a ansiedade por um Brasil melhor e mais justo que existia no País. Se a inflação havia sido vencida, ainda havia o medo e com uma mensagem de Esperança Lula liderou desde o início das pesquisas. Ciro Gomes, Itamar Franco, Rosena Sarney e Anthony Garotinho apareciam a frente de José Serra que chegou ao segundo turno, perdendo para Lula.
Em Dezembro de 2005
Mesmo com as denúncias do Mensalão, o Presidente Lula lilderava as intenções de voto com quase 35%, em segundo lugar aparecia Garotinho, seguido por Alckmin e Heloísa Helena. No final o PSDB levou Alckmin ao segundo turno sendo este derrotado por Lula. Nesta eleição o principal mote de campanha do vencedor foi "deixa o homem trabalhar", numa clara referência ao povo dar mais um chance ao Presidente para que este concluísse seus projetos. A população aceitou bem esta proposta.
Em Setembro de 2009
A Ministra Dilma Roussef se destacava nas ações de Governo. Depois de ter sido Ministra de Minas e Energia, após o escândalo do Mensalão era agora a principal articuladora do Presidente Lula. MAs isto ainda não lhe conferia popularidade. A Liderança nas pesquisas era de José Serra, com 35% das intenções de voto. Em seguida aparecia Ciro Gomes e Dilma era apenas a terceira colocada. Nesta eleição ficou mais uma vez clara que um governo bem avaliado tem condições de largar atraz e fazer a virada, foi o que aconteceu em 1994 com FHC e se repetiu em 2010 com Dilma.
Em Outubro de 2013
Dilma liderava com folga as intenções de voto. Fruto de boas avaliações do seu governo que era considerado técnico e menos político que seus antecessores. Curiosamente esta mesma classificação é usada para entender o impeachment que a mesma sofreu em seu segundo mandato. Mas em 2013, com ou sem esta avaliação, Dilma batia a casa dos 40% e Aécio e Eduardo Campos que a perseguiam não chegavam a 20%. Uma campanha bastante acirrada fez o cenário mudar várias vezes, com Marina assumindo no lugar do falecido Eduardo Campos, ultrapassando Aécio que se recuperou no final, foi ao segundo turno e quase venceu as eleições. Dilma ainda teve folego para manter a liderança mas assumiu um país rachado e acabou não terminando o mandato.
Em Dezembro de 2017
Lula lidera em todos os institutos e em todos eles Bolsonaro aparece na segunda colocação.
Na pesquisa de ontem Lula aparece com 34%; Bolsonaro com 17%; Marina e Alckmin com 6% e Ciro Gomes com 5%.
O que podemos interpretar disso tudo?
Apenas duas vezes, desde 1994, aconteceram viradas. O que há de comum nestas viradas?
1 Ambos os candidatos eram Ministros de Governos bem avaliados, FHC de Itamar Franco com o REAL e Dilma de Lula com o sucesso dos programas Socias e da ascensão da chamada "nova Classe C".
2 Movimentos econômicos fortes, o Plano Real no caso de FHC e a baixa taxa de desemprego no caso de Dilma.
3 Perfil dos candidatos, ambos se apresentaram como bons Gestores. Dilma a Ministra técnica de Lula, FHC o Sociólogo que entendia de Economia.
A pergunta que fica agora é?
Há algum movimento que possa acontecer no mesmo sentido possibilitando uma virada?
Primeiro temos que levar em conta que as duas viradas que aconteceram foram da situação sobre a oposição. Isto poderia ocorrer novamente? Em nossa opinião torna-se quase impossível visto que a situação atual tem apenas 5% de aprovação e como vimos nos dois casos este não era o cenário.
Lula surfa não apenas no sucesso dos seus dois mandatos, mas também vai muito bem quanto a forma de crítica ao atual governo. Não da certo a associação que os governistas atuais fazem de Lula, ou mesmo do PT, com a crise atual. O Eleitor parece não entender desta maneira.
Olhando por outro lado este viés não agrada nem mesmo a aliados do Presidente Temmer. O PSDB temendo por seu desempenho eleitoral sinaliza com a saída do Governo.
O Cenário está ainda aberto para surpresas e confirmações e uma dúvida grande é o Desempenho de Bolsonaro. Será que sua retórica fortemente conservadora se manterá em alta? Que tipo de apoios ele terá em sua cruzada?
Pode ser que apareça algum nome destes considerados como de "fora" da política? Luciano Huck, por exemplo?
Conjecturas a parte o fato é que desde 1994, apenas duas vezes e em condições bem específicas, não venceu a eleição quem ja era líder há mais ou menos um ano e neste momento Lula lidera.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Que a bigorna caia no lugar certo, assim como nos desenhos animados.
A cena clássica
fez parte da infância de muita gente. O galo do deserto com velocidade
ultrassônica rasga a tela levantando poeira, passando sempre pela mesma
paisagem. E nesta mesma paisagem surge o coiote, um lobo do mesmo deserto que
fará mil planos para alcançar seus, até onde sabemos, maldosos objetivos.
As tramas do
nosso vilão darão sempre errado. O galo do deserto sempre escapa e na maioria
das vezes uma bigorna acertará a cabeça do coiote. Uma bigorna que era
destinada ao galo vai terminar na cabeça do coite. Simples e profundo.
Podemos imaginar
quantas bigornas em cabeças alheias gostaríamos de ver cair. Nós na situação do
galo do deserto, fugindo para lá e para cá da perseguição dos coites desta
vida.
Há neste
momento coiotes sentimentais? Coiotes esportivos? Econômicos? Sociais? Políticos?
Sim os coites
políticos hoje andam se aperfeiçoando, seus planos para pegar a nós, o povo, ou
o galo do deserto estão cada vez mais sofisticados, ardilosos, maldosos.
A bigorna, que
na doce ficção do desenho animado sempre cai sobre a cabeça do mal feitor, na
vida real política brasileira nem sempre cumpre o mesmo destino. Sendo assim,
nós do povo, temos tomado muito na cabeça nos últimos tempos.
A chave para
que a bigorna caia no local certo, ou seja, sobre as cabeças dos maus feitores
coiotes brasileiros, está com o galo do deserto. Está com todos nós!
O voto é a
nossa bigorna, uma engenhosa máquina simples, onde digitaremos três teclas. A última
da sequência será a tecla verde. Verde e confirma. Em 2018 a bigorna poderá cair
na cabeça dos coiotes da política brasileira, mas só se cada um de nós fizer a
sua parte.
E eu neste dia
21 de novembro sinto a bigorna da saudade. Mas esta é uma história só minha.
Com vocês compartilho
o desejo de que a esperança volte a vencer o medo e que a bigorna da justiça
caia sobre as cabeças dos injustos e opressores coiotes golpistas da política
brasileira.
Fora Temmer!
Fora todos os golpistas!
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Hoje é o dia da república, assim com letra minúscula
A palavra
República tem origem do latim rés publica
e significa coisa do povo, ou seja, alquilo que não é privado de ninguém e
pertence a muitos. Faz 128 anos que o Brasil se tornou uma República, deixando
de ser Império e fazendo com que o então Imperador Don Pedro II retornasse a
Portugal onde ainda seria Rei.
Nestes 128
anos entre erros e acertos, entre felicidades e tragédias passamos por momentos
de caos. A República teve de ser refundada algumas vezes. A última foi ao fim
da ditadura de 1964, quando inclusive chamou-se o momento de a Nova República.
E a marca mais forte desta Nova República é a Constituição Federal de 1988.
Estabelecidas
as regras que determinariam como o País iria se organizar começou então a luta
por fazer cumpri-las. De maneira lenta, a base de muita disputa política
algumas destas regras começaram a ser implementadas na prática e a fazer algum
sentido.
Na área
social, ao qual mais me toca, estas diferentes situações proporcionaram ao
Brasil como País implantar um sistema de atendimento, de garantia de direitos e
de ações preventivas também que onde pela primeira vez na história conseguiu-se
de fato diminuir consideravelmente o contingente de pessoas miseráveis no País.
Políticas de acesso a renda, ao trabalho, a educação e a saúde atuam no mesmo sentido.
Mas se em
1889 o povo viu meio que surpreso os militares proclamarem a República, o que
se vê em 2017 é justamente o desmonte desta coisa pública, como diziam os
romanos antigos. Todas as conquistas alcançadas em 1988 com a chamada
Constituição Cidadã estão sendo colocadas em cheque.
Preferências
a parte, basta lembrar que o pré candidato a Presidente melhor colocado nas
pesquisas propõe um Referendo Revogatório para justamente chamar a população
para a recomposição destes direitos que estavam garantidos até então e que hoje
estão sob forte ataque.
Segundo
estudos do DIAP, este mandato é o que concentra no Congresso Nacional o maio
índice de Deputados e Senadores considerados conservadores desde 1962. Bastou esta
situação acontecer para que estes conservadores conseguissem eleger um de seus
líderes Presidente da Câmara dos Deputados e na primeira oportunidade derrubar
a Presidenta eleita legitimamente de seu mandato.
E Dilma Vana
Rouseff pagou caro o preço da Política determinada pelos políticos conserva dores
que se apropriaram da coisa, do público, da República e hoje determinam o que o
país deve debater. A pauta política hoje é a pauta política conservadora que chegou
ao poder todos sabemos como, na base da traição, da esperteza e do jogo sujo.
E a república
que hoje completa seus 128 anos já não merece uma letra maiúscula. Tão fraca
que é, com mecanismos de defesas que estão sendo derrotados todos os dias nos
plenários, salas e corredores na capital Brasília e pelo país afora.
Somente nós,
os cidadão Brasileiros é que podemos reverter essa situação e fazer nada mais
do que cumprir o que está escrito na Constituição de 1988. No ano que vem, em
Outubro, temos eleições. Mas a República precisa de nós já, não pode esperar.
A república
brasileira pede socorro e necessita voltar a ser escrita com letra maiúscula.
República Federativa do Brasil.
terça-feira, 7 de novembro de 2017
A quem interessa o debate raso?
E esta pobreza
teórica, impulsionada a 140 caracteres (parece que agora são 280); por fakes e
também por celebridades e pseudo celebridades de um lado e de outro se arrasta
para todas as estâncias da vida. Estamos nos tornando uma nação de idiotas?
Vejam que agora
se a pessoa tiver um gosto mais sofisticado é chamado de “nutella” e se for,
digamos mais simples, então é raíz. Outro dia fui chamado de “nutella”, mais precisamente
de torcedor nutella, por que em uma conversa eu disse que em um estádio de
futebol gosto de ter a minha cadeira e assistir ao jogo na maior parte do tempo
sentado.
Tenho uma
camiseta da Seleção Brasileira que ganhei no Natal de 2016. Não uso por medo da
reação das pessoas. Olhem só a paranoia. Eu que tirei o meu título com 16 ano
para votar em Lula; Olívio Dutra e Pedro Ruas para o Senado. Eu que já ocupei
prédio público, que trabalho em um governo Petista e que sempre gostei de
futebol, não uso a camiseta da minha seleção.
E o motivo?
Receio da minha própria reação quando alguém que não me conhece vier me dizer
alguma coisa que eu não goste. É uma ironia, mas meus padrinhos são uruguaios e
quando os visito aí sim uso a camiseta. No Uruguay a camiseta da Seleção
Brasileira é uma camiseta de uma equipe de futebol. Aqui é outra coisa.
Peço a todos
que percebam que este momento raso favorece apenas aos que pregam o ódio. Perguntem-se
a quem serve que o debate não seja realizado com os temas que mexem nas nossas
vidas?
Imaginem se a
pessoa, aquela sua amiga no face ou aquele seu vizinho, mudará de opinião por
que você disse que ele é um “coxinha”?
Pessoal será
que não sabemos mais debater?
Por que ninguém
mais fala em participação? Educação? Assistência Social? Saúde?
A cada vez que
o debate vai para esse lado raso, deixa-se de discutir o que realmente importa
e se entra no bate-boca e na baixaria. A baixaria só serve aos fascistas pois
s[ó o que faz pé despolitizar, tirar da esfera política e assim dominar a todos
através de conceitos prontos, pré-fabricados.
Nós, aqueles
que nos intitulamos de ESQUERDA, não temos nem sequer o direito de não sermos
críticos e de deixarmos de disputar a consciência das pessoas. E não se disputa
consciência nenhuma chamando as pessoas de “nutella”, de “coxinha” e de mais
meia dúzia de bobagens que circulam pela internet.
Conclamo a
todos os que tem senso crítico que o debate, verdadeiramente político e ideológico,
volte a existir. Muita gente, muitos mesmo, por incrível que pareça, estão
sendo atropelados pela história e nem estão percebendo seus direitos serem
derrubados, suas vidas serem pioradas. O ataque neoliberal que o Brasil sofre é
tão brutal que não há como não nos posicionarmos. Só que se nos posicionarmos
do jeito que eles gostam, sem conteúdo, na baixaria, no rótulo, aí eles já
terão vencido.
Vamos conversar
novamente com as pessoas, mostrar que novamente a esperança terá que vencer o
medo. Vamos mostrar a elas o que pode ser recuperado. Vamos dizer a todos que o
Lula, se eleito em 2018, quer fazer um referendo para revogar essas
barbaridades.
Vamos voltar a
ser nós mesmos e convidar todo mundo para participar e a lutar pelo nosso país,
pelo nosso presente e por nós mesmos.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Afinal do que somos feitos?
Os sonhos e os
atos às vezes são tão distantes tanto quanto queremos que sejam. Em outros
momentos os atos são tão distantes dos sonhos por conta do impiedoso tempo que
teima em correr igualmente para todos. Há quem diga que apenas o tempo é
universal.
Todos os átomos
de carbono que nos constituem, ou se você é religioso, toda a sua alma,
correspondem a uma imagem de você. Uma imagem que você faz de você mesmo. Esta auto-imagem
pode ser influenciado, e é, por outros, pelo mundo todo. Mas em ultima análise
é você que a determina e cabe a você, somente você se auto determinar no mundo
por mais influenciado que seja.
Ocorre que para
alguns seres Humanos estas escolhas para a autodeterminação são mais difíceis. Posições
práticas podem ser bloqueadas por fatores mais fortes que a força de vontade do
ser Humano em questão. A estes fica apenas uma chance, a revolta interna,
mental, que fica guardada até que exista uma chance de esta aflorar.
Felizmente, minha condição atual
não me coloca no grupo destes humanos. Posso, assim como muitos, escolher do
que participo, o que defenderei. Desde criança sempre me identifiquei com este
sistema nascido na Grécia Antiga que chamam de DEMOCRACIA.
Hoje mais uma vez vou há um
protesto para defendê-la e lá vou eu com meus iguais. Você pode ir ao outro
protesto, é um direito seu, mas cada um sabe o que faz e cada um deve saber do
que é feito.
Se você vai ao outro protesto
achando que se trata apenas de uma possível troca de mandatário, cuidado. Você está
sendo enganado. O que está no centro da disputa, e que a grande mídia tenta
camuflar, é um golpe e não um governo.
Se é a favor da DEMOCRACIA e não
gosta deste governo faça campanha contra em 2018. Essa é a regra que deve ser
respeitada. Se você não gosta da DEMOCRACIA, ok tente um golpe. Mas saiba que
haverá resistência e 1964 não se repete.
Eu, antes de tudo, sou um amante
da DEMOCRACIA e por isso vou a luta mais uma vez e espero que você esteja ao
meu lado.
Afinal o que é um golpe?
Eduardo Duka Nunes, meu amigo no face que foi colega no Ensino Médio me provoca a esclarecer que é um golpe? Em um momento de deselegância disse que sou uma piada. Considero que esta declaração dele não é por maldade e sim pelo calor do momento. Mas sempre é bom lembrar que todos temos uma vida e que esta não pode ser atacada, seja da maneira que for. Imagino que minha filha, mesmo sem saber ler, não gostaria que chamassem o pai dela de piada. Posições divergentes? Ok, mas há de se ter respeito.
Respondendo o questionamento do meu colega de Ensino Médio. Golpe é quando se tenta derrubar um governo Democraticamente eleito por vias que não sejam a eleição. Não importa se se faz isso de forma legal ou não. O golpe se estabelece quando se cria uma maneira, um pretexto, para se fazer essa ação.Para sabermos melhor o que acontece nada melhor que revisitar a história. Cada vez que lemos um livro que fala sobre 1964 ou mesmo 1954 temos a nítida impressão que o livro é sobre o que se faz hoje.
Lá por 2005 ou 2006 eu já sentia um momento “pré-golpe”. Nesse momento o que se fazia era apenas criar um caldo de cultura em favor da derrubado do governo. E como se faz isso? De várias maneiras que vão desde programas de humor até a busca incessante por qualquer coisa que de motivos para a pessoa ficar descontente. E nisso a grande mídia tem papel fundamental. Para ter um exemplo disso, caro Duka, leia 1964: Golpe Civil, Midiático e Militar de Juremir Machado da Silva.
Antes de terminar este texto quero citar um exemplo de golpe legal. A queda de Fernando Lugo, o 52º Presidente do Paraguai que teve um processo de Impeachment que durou menos de 36 horas. Tudo feito a luz da lei paraguaia, mas eu pergunto, quem pode se defender em 36 horas? Ninguém, ou seja, foi um golpe legal.
Então golpe é isso caro amigo Duka, ao qual não vou te adjetivar. Trata-se de não respeitar a vontade das urnas e querer tomar o poder na mão grande. Não precisa ser militar, não precisa ser a força. Basta apenas não respeitar o voto.
Mas me responde uma coisa:
Afinal se o governo for assim tão ruim é só vencerem as eleições de 2018. Ou será que vocês não tem alguém capaz de ser vencedor em uma eleição?
domingo, 15 de novembro de 2015
Deus privatizado
![]() |
| Imagem retirada de http://www.mprj.mp.br/areas-de-atuacao/direitos-humanos/areas-de-atuacao/combate-a-intolerancia-religiosa-e-defesa-do-estado-laico |
Outra vez! Homens matam, e se
matam, em nome de Deus. Mais especificamente do Deus de Abraão, o pai da fé! Filhos
do pai da fé, por tanto, mataram outros filhos do pai da fé e para conseguir
isso se mataram também. Afinal a quem este Deus protege? Calma Deus, se leres
este texto te garanto que não é a você que questiono.
No Brasil, ainda não temos,
atentados terroristas de cunho religioso. Mas também aqui há uma disputa pelo
amor divino do Deus de Abraão. Uns chegam a usar a frase ‘Deus é fiel’. Notem a
sutileza. A frase inverte todo o processo filosófico de qualquer religião.
Deus, é Deus. Para quem acredita
e para quem não acredita também, o ser humano, aquele que vai na Igreja rezar,
que faz promessas, que cultua, que confia na entidade superior chamada de Deus,
esse é que é o fiel.
Vejam que esta idéia de colocar
Deus como fiel a mim, ao meu grupo ou povo, acaba por ser uma privatização de
Deus. Se ele é fiel a mim, é a mim que ele protege, não ao impuro, ao infiel,
ao homossexual... Deus privatizado.
Não é distante a questão dos
fundamentalistas do Islã. Neste momento saltam muitos falando um monte de
besteiras e querendo dizer que todos os Árabes, que todos os Islâmicos, são
terroristas em potencial. Não são!
Generalizações, neste momento só
atrapalham e reforçam a intolerância. Terrorista é quem faz atos terroristas.
Seja em nome de Deus, mesmo que seja o Deus de Abraão, ou em nome do estado
como o fazem muitas vezes os Governos dos Países ou contra o Estado como houve
uma tentativa aqui no Brasil na semana passada quando meia dúzia de
caminhoneiros manifestaram querer derrubara a Presidenta Dilma.
Eu que não sigo a nenhuma
religião não tenho problema nenhum de dizer que as religiões não são o problema.
O problema são os radicais!
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
QUER DIZER QUE A CULPA É DO JARDEL? AH! VÁ...
O Rio Grande do Sul é mesmo interessante.
O cara é cearense, joga de reserva no Vasco. Em um golpe de
sorte é contratado e cai no Grêmio e faz parte, como um dos protagonistas, de
uma época de ouro do time. Tudo certo, até aqui? Normal né.
Jardel vai então para Portugal, se torna duas vezes o “chuteira
de ouro” da Europa. Beleza, tudo certo. Chega a fazer algumas partidas pela
seleção brasileira, ali não tem sucesso. Mas ta dentro do esperado, afinal
naquela época era outro nível, fosse hoje entrava na vaga do Hulk.
Como em um script de cinema chegou a hora da virada na vida
de Jardel, a virada dramática veio com o vício em cocaína. Perdeu tudo,
inclusive seus amigos ou aqueles que ele achava que eram.
Voltou a morar em Porto Alegre por prescrição médica, ele
mesmo disse isso em uma entrevista. Foi o seu médico que disse, vá para um
lugar aonde lhe queiram bem, não sei se foram exatamente estas palavras, mas
este foi o sentido.
Um tempinho se passa e nova virada na vida de Jardel. Candidata-se
a deputado. Em uma entrevista perguntam para ele, você é de direita ou de
esquerda? Ele responde, “de cabeça”.
O Jardel se elege com milhares de votos e, assim como o
Governador Sartori, sem ter dito nada de fundamento para que se justificassem
esses votos.
Na assembléia se revoltou contra o seu partido que queria
mandar nele. Segundo o próprio deputado ele era ridicularizado pelos
assessores. Houve até uma ameaça de morte, dizem.
Bom! Daí num belo dia, ou seria um péssimo dia? Jardel e
mais 26 deputados votam um Projeto enviado pelo Governador, que disse que
cortaria uns gastinhos ali e outros aqui e aumentou seu próprio salário, envia
ao parlamento projetos para aumentar impostos.
Jardel votou a favor! Nossa, olha o que fez o cearense? Fez o
mesmo que os outros 26 que votaram a favor.
O candidato a deputado que diz que entre direita e esquerda
ele vai de cabeça se elege e vocês acham mesmo que a culpa é dele?
O Governador que nada disse e se elegeu envia aumento de
impostos e a culpa é dele?
Qual dos dois chegou na posição em que está sem votos?
Qual dos dois?
No futebol Jardel será sempre lembrado sim, mas isso não é
motivo para esquecer que os outros 26 também votaram a favor. Não foi apenas
Jardel que decidiu a votação. Jardel não é rei, a não quando se trata de bola
na área.
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Jardel_Almeida_Ribeiro
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Diálogo é marca de quem quer mudar e melhorar
Perseguir a
perfeição é a marca de alguns. Pode ser perigoso por ser infrutífero. Sonhar é
preciso e perseguir a perfeição nada mais é que manter vivos nossos sonhos.
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| Mais de 300 estudantes participaram do Prefeitura na Rua Especial |
Alimentamos o
sonho de uma nova sociedade, de outro mundo que é possível e necessário, abrindo
cada vez mais o diálogo. Ouvir as pessoas e diminuir a distância que as separa
dos governos é uma tarefa de quem quer mudar e melhorar.
Em Taquari -
RS temos uma gestão municipal com várias marcas em todas as áreas. São novos
Postos de Saúde; Escolas; recuperação das vias urbanas, concursos públicos,
novas estruturas na Assistência Social, em fim. Basta que o Cidadão acesse os
meios de comunicação para atestar o que afirmo.
Todas essas
marcas de nada adiantam sem o diálogo. Construir, apenas por construir, não
muda a realidade. Pior do que isso, construir apenas por construir pode nos
levar a grandes erros. Por isso é necessário saber sempre o que o Cidadão
deseja o que necessita quais seus sonhos. Que Cidade ele quer para si e para
sua família, sua comunidade.
O Prefeitura
na Rua, já tem cerca de 50 edições. Visita, a cada 15 dias, uma localidade diferente
colocando os gestores públicos municipais, Prefeito, Vice e Secretários em
contato direto com a população. Dados da Secretaria Geral de Governo e da
Coordenação do Programa indicam que em 2013 este programa solucionou 71% das
demandas que recebeu. Este número foi ainda maior em 2014 chegando a 73%.
O sucesso
desse programa é tal que até já gerou um filho, o Prefeitura na Rua Especial.
Trata-se de uma versão temática do Projeto. O primeiro a acontecer foi dedicado
aos estudantes que lotaram o Alvinegro em sete de Julho deste ano.
No dia
primeiro de Outubro ocorrerá a segunda edição do Prefeitura na Rua Especial,
desta vez a temática será relacionada a Pessoa Idosa. Acontecerá na OPA, a
partir das 14h, e integrará a Programação da Semana do Idoso 2015.
Ta mudando,
ta melhorando!
![]() |
| Adicionar legenda |
Muda a
maneira de governar. Sai de cena a autocracia, o governante que de tudo sabe, a
tal ponto que nem se dá ao trabalho de perguntar, de conversar mesmo com seus
assessores, que dirá com o povo? Entra em cena um líder, que escuta os anseios
dos cidadãos, que dialoga, conversa, propõe e aceita críticas.
Ta melhorando
e para comprovar isso cada habitante do Município de Taquari não precisa
caminhar mais do que dez minutos ao sair de sua casa para comprovar isso, pois
fatalmente passará por alguma escola reformada, por uma nova creche, por uma
nova parada de ônibus, em fim por alguma melhoria.
E o mais
importante aqui é dizer que sem a participação do Cidadão Taquariense estas
tarefas e conquistas seriam bem mais difíceis de acontecer ou mesmo que não
aconteceriam. Não estamos nem perto da perfeição e nem sei se um dia estaremos
mas vamos continuar perseguindo-a!
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
A importância de uma conferência
Ainda recordo do ano de 2005 quando participei da organização da Conferência
Municipal da Assistência Social de Santa Vitória do Palmar-RS, minha cidade
natal. Naquele ano o tema era a definição das metas para os 10 anos seguintes,
terminando por tanto neste ano de 2015.
De 2005 até hoje muita coisa aconteceu nesta área. A Política Social
mudou demais e hoje é a questão que melhor funciona no Brasil. Pela primeira
vez os programas sociais são efetivos. As pessoas que tem menos dinheiro tem
mais condições de terem uma vida digna e as oportunidades de estudo são as
melhores já alcançadas em nossa história.
Agora somos chamados a pensar os próximos 10 anos projetando as nossas
metas, nossos objetivos, até o ano de 2026. E a perspectiva é a de consolidar o
Sistema Único de Assistência Social, o SUAS.
O SUAS é a fortaleza sob o qual se assenta toda a Política Social.
Está garantido em lei, mas ainda esbarra em vários obstáculos e o principal
deles talvez seja a falta de informação das pessoas sobre este sistema. Que gera
uma visão distorcida dos objetivos e ações que a Política Social tem e pratica.
Amanhã, dia 04 de Agosto de 2015, na Sede do Bairro Coqueiros,
acontecerá a VIII Conferência Municipal de Assistência Social de Taquari. O
fortalecimento do SUAS e a sua consolidação de vez depende muito também dos
seus usuários e com essa visão o Conselho Municipal e a Secretaria Municipal de
Assistência Social levam, pela primeira vez, a Conferência para acontecer em um
bairro, sendo por tanto mais próxima a este público.
Os trabalhos começam às 8h e, a partir das 10h15min, apresentarei um
painel onde vou percorrer todo o histórico da Assistência Social no Brasil e
sugerir questionamentos para a projeção do SUAS até 2026.
Momentos como estes são os principais de nossas vidas políticas e
fazem de nós cidadãos verdadeiros. Foi em conferências como esta que surgiram
os CRAS e os CREAS, por exemplo, são em momentos como estes que passamos de
meros representados a condição de formuladores de Políticas que podem vir a
serem adotadas.
Cidadão Taquariense aproveite o momento e exerça sua cidadania mais
uma vez participando da VII Conferência Municipal da Assistência Social.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Quem?
Em uma
conversa fui provocado por uma pessoa que amo muito. Não o tipo de provocação
que faz a gente ficar magoado. Falo daquela provocação que faz a gente parar
para pensar. Quem? Perguntou-me a pessoa. Quem mesmo é o seu exemplo? Quem você
segue? Pegou-me no contrapé! Não tive resposta.
A saída foi
falar a verdade. Não tenho uma pessoa, hoje em dia, que eu olhe e pense.
Gostaria de ser como ele! Este é o meu ídolo! Este é meu líder! Simplesmente
não tenho. Tenho teorias, ideologias, crenças (não religiosas) que eu sigo.
Ideias de vida que acredito serem boas para todas, mas não tenho um ser Humano
como modelo a seguir. E refletindo, será que precisamos ter?
Tivesse a
pessoa me perguntado durante a minha infância a resposta seria óbvia, meu Pai!
Afinal foi ele quem me apresentou o mundo e por ele recebi as primeiras lições
de como funciona o poder e do que significa a solidariedade.
Se fosse
quando eu estava no Ensino Médio, lá por 1996, seria Che Guevara. Nessa época li
sua biografia. Apaixonei-me pela história de uma pessoa que renunciou uma vida
tranquila que teria, pois era Médico, em sua terra natal para lutar por um
ideal em um país distante.
Mais tarde tive
outras ideias de pessoas como Mandela; Lula; Olívio Dutra; Brizola e Mujica,
não necessariamente nesta ordem e muitos deles de forma concomitante. Todos por
motivos diferentes, mas de um jeito ou de outro me passaram bons exemplos do
que deve ser um Ser Humano. Somemos a esta lista Betinho; Marx; Rousseau entre
outros.
Gostaria de
ter o talento de Cazuza; Raul Seixas; John Lennon ou então do Spielberg; George
Lucas ou Almodóvar. Stephen King é genial! Niemayer? Por que não? Todos grandes
nomes das artes. Antes que eu me esqueça, o Chico Buarque é demais!
No esporte
tem os caras do meu time. Renato; Koff e Cacalo. No esporte a motor o Nelson
Piquet será meu ídolo eterno. E tem outros como o Oscar e o Abdul Jaba no Basquete
e a Nádia Comaneci na Ginástica. Forçando a cabeça sai mais alguém, é certo que
sai.
Mas nenhum
desses nomes me inspiram a serem pessoas as quais devo seguir como exemplo,
porém todos eles tem algum ou muitos, pontos que admiro.
Não me ocorre
o mesmo com as ideias. Vejam só! Desde criança quero Justiça Social. Não sei
querer outra coisa. Ainda me considero um Marxista, não me considero ortodoxo.
E isso importa? Pra mim sim.
Tenho que
admitir que há muito tempo uma pessoa não me colocava uma indagação que me
fizesse pensar tanto. De repente me dei conta que não tenho mais ídolos, tenho
apenas pessoas que admiro. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. É um fato,
apenas um fato em minha vida. Aos 37 anos de idade não tenho mais ídolos!
Alguém
saberia dizer se isso é bom ou ruim?
quarta-feira, 15 de julho de 2015
O VALOR DA JUVENTUDE TAQUARIENSE
Em
tempos que o BRASIL se preocupa em como vai penalizar os jovens, discussão
trazida à tona de maneira totalmente distorcida por atores políticos do nível
de Eduardo Cunha, que Preside a Câmara dos Deputados, tivemos uma grata
surpresa em Taquari.
O
Programa Prefeitura na Rua, da Prefeitura Municipal de Taquari, que existe
desde 2013, realizou uma Edição Especial comemorativa aos 166 anos do
Município. Foram convidados a participar os estudantes de quatro escolas que tem
aulas no turno da noite.
A
primeira expectativa superada foi a participação. Estiveram presentes cerca de
300 participantes. Destes mais de 67% tinham até 20 anos de idade. Por
iniciativa do Prefeito Maneco, 70% dos presentes participavam pela primeira vez
de uma atividade desse tipo. Sobre a relevância, 80% declaram que esse tipo de
ação é “válida e deve continuar”. Confirma-se uma marca desta administração,
fortalecer os laços com a comunidade.
A
segunda expectativa superada foi que dentre os presentes quase todos participaram até o final de uma atividade que durou quase duas horas. Sabemos todos quão
maçantes pode ser uma atividade desse tipo, mesmo assim eles participaram até o
final.
O
maior de todos os ganhos dessa noite fria, de Julho de 2015, foi, no entanto a
grande contribuição que estes deram a Prefeitura Municipal. Sugeriram; debateram,
criticaram e acima de tudo exerceram a sua cidadania.
Incrível
que ainda em 2015 muitas pessoas não entendam os Jovens a ponto de centralizar
o debate sobre criminalidade juvenil apenas na repressão. Na Grécia Antiga já
havia reclamações sobre os jovens e de uma personalidade importante, vejam só o
que dizia o Professor de um dos Homens que Governou o Mundo conhecido e terras
desconhecidas até então:
"Os jovens de hoje gostam do luxo. São mal comportados,
desprezam a autoridade. Não têm respeito pelos mais velhos, se passam o tempo a
falar em vez de trabalhar. Não se levantam quando um adulto chega. Contradizem
os pais, apresentam-se em sociedade com enfeitos estranhos. Apressam-se a ir
para a mesa e comem os acepipes, cruzam as pernas e tiranizam os seus mestres.
SÓCRATES (470-399 A.C.)
Antes de julgarmos os jovens, de propor o
Presídio ao jovem problemático, ao que age contra a Lei, deveríamos primeiro
pensar o que os leva a isso. Por que esses jovens entram em conflito com a Lei.
Qual motivo? Qual a raiz verdadeira desse problema?
A Juventude Taquariense deu-nos uma aula de
Civismo, de boas ideias, de vontade de participar. Não propuseram ‘mirabolancias’,
falaram as suas verdades e foram ouvidos. Agora estamos trabalhando firme para
que este grande potencial se transforme em situações, em ações, projetos que
sejam reais, palpáveis e que sirvam para toda a Cidadania Taquariense.
Não Sr Eduardo Cunha, não é de mais jovens na
cadeia que precisamos, o que precisamos é saber canalizar o que eles tem de bom
para nos oferecer e juntos nos utilizarmos das boas ideias e do ímpeto que eles
tem para que tenhamos uma Sociedade melhor!
Antes de terminar confesso. Ali, naquela terça-feira
fria, seis de Julho de 2015 eu também me senti jovem!
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Quando o peso do Império vale a pena
Na história da humanidade sempre houve um povo ou país que
subjugou os demais. As vezes esta relação é de um para o resto e o mundo fica
com o poder Unipolar; as vezes dois povos ou nações ficam em condições quase
iguais e temos um mundo bipolar. Exemplos; o Império Inglês, onde o sol nunca
se punha, esteve situado em um mundo unipolar, com um único centro mundial do
poder, a Inglaterra. Já durante a Guerra Fria, a URSS e os EUA dividiram o
mundo em duas grandes áreas de influência e tínhamos um mundo bipolar.
Sejam quantos forem os detentores do poder mundial há
características comum a todos. Os impérios se dão sempre, obviamente, por uma
superioridade de uma nação sobre as demais. Geralmente esta superioridade é
militar, mas também é econômica, política, em fim uma série de fatores que
acaba determinando que este tem mais poder que aquele.
Outra questão interessante é a questão do conhecimento. O
Império geralmente se adona de todos os conhecimentos bons que seus dominados
produzirem. Vejam os Romanos que pegaram dos Gregos a sua religião, a sua
filosofia e de posse disso produziram uma das civilizações mais fantásticas que
já habitou a Terra. Como império que eram usavam também a força, e como usavam,
para subjugar outros povos.
Escrever sobre este tema soa um tanto ingrato para mim, um
habitante de um país que é uma Referência Regional e por que não Mundial, porém
de alcance curto. O Brasil é sim um líder entre os emergentes do Mundo, sua
participação no BRICS, além de outras questões nos coloca nesse posto. Sabemos,
no entanto, que estamos muito mas muito distantes de ser um império mundial e
realmente ninguém sabe se um dia seremos e nem sequer se queremos ser um
Império Mundial um dia. Isso nos coloca na posição dos que geralmente são
subjugados pelo Império, no caso atual os EUA. Alguns lembrarão de nossas parcerias
com a China, é verdade, mas ainda é cedo para dizer que tipo de relação
resultará daí.
O caso é que a força pode ser utilizada de várias maneiras e
nesta semana acontece um caso único. O FBI, a Polícia Federal dos EUA, prendeu,
em cooperação com a Polícia da Suíça, vários integrantes da FIFA. Um deles é
brasileiro, o Marim. Isso mesmo o mesmo Marim que delatou Vladmir Herzog para a
ditadura e que nós, aqui no Brasil, nunca conseguimos prendê-lo.
Chega a faltar palavras para descrever tal fato. Acompanhem
a loucura total. Os EUA apoiaram o golpe militar de 1964. Este golpe deu poderes
a pessoas como Marim. Anos depois esta pessoa, por conta de toda a importância
que conseguiu durante a Ditadura consegue chegar a ser Presidente da entidade
que organiza aquilo que os brasileiros mais gostam, aquilo que quase todos os
brasileirinhos sonham em ser quando crescer. O Futebol.
Nos EUA, apesar de estar em franca ascensão, está atrás de 4
esportes: O Basquete; o Basebol; o Futebol Americano e até do Hockey no gelo. Vejam
bem, os EUA, por estarem descontentes em não conseguirem sediar mais uma Copa
do Mundo, perderam a edição de 2018 para seu rival na Geopolítica, a Rússia,
disseram “assim não dá”!
Não foi difícil para eles descobrirem os ‘rolos’ da turma da
FIFA que para azar deles, ou por burrice mesmo, passavam por dentro de bancos americanos
o que deu legitimidade a ação do seu FBI.
A força do império fez cair até o Presidente da FIFA, que
tem mais filiados que a ONU. E de repente, nós todos dos países periféricos do
mundo e que amamos futebol nos vemos obrigados a agradecer aos nossos
dominadores? Sim, é isso mesmo. Que sensação estranha!
E pensar que em uma Fan Fest, em que estive presente na Copa
de 2014, em Porto Alegre, todos vibrávamos quando os EUA sofreram um gol.
Repito, os EUA pode, estar salvando nosso passatempo
favorito. Aquilo que chamamos de “a coisa mais importantes dentre as menos
importantes”. Dizer que isso é uma ironia é pouco! Me faltam palavras.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
O PROBLEMA NÃO SÃO AS REDES SOCIAIS!
Percorrendo
as notícias do dia me deparo com uma um tanto inusitada, ou seria previsível?
A Deputada
Estadual Manuela (PC do B) organizou um debate sobre a intolerância nas redes
sociais. O nome do evento era muito bonito: “ #Humaniza Redes — Juntos
Contra o Ódio e a Intolerância nas Redes”. Tinha convidados de peso como
Juremir Machado, do Correio do Povo e Rádio Guaíba e Luciano Poter, do Grupo
RBS. Manuela também convidou para o debate políticos de outras siglas, com do
PSDB por exemplo.
A idéia era
debater o tema, mas o que aconteceu? Nada de debate! Nada mesmo!
Algumas pessoas
começaram a gritar “verde e amarelo, sem foice e sem martelo” em uma crítica ao
partido da Deputada Manoela que promovia o evento. Fato contínuo foi a reação
de um membro do MST que começou a discutir pelo microfone com estes.
Há algum
tempo os brasileiros vem dando mostras de que não são mais um povo cordial.
Turistas não são mais recebidos como antes. Imigrantes então nem pensar. E se
for de um país pobre então como o Haiti, aí sim que nem pensar!
Acontece que
uma coisa é se compadecer com o sofrimento dos outros pela televisão. Pobre
gente da Somália que passa fome! Ainda bem que não tem isso aqui. Outra coisa
bem diferente é fazer isso na prática. A prática pode doer um pouco ou muito,
dependo do ponto de vista.
Vivendo em um
sistema que é muito egoísta, pensem bem quais são os sonhos da maioria (adquirir
meu carro, minha casa, me formar na faculdade, ter meu trabalho...) notem que é
tudo sempre para a própria pessoa. Os sonhos não são coletivos na maior parte
do tempo. Você não vê, salvo gloriosas exceções, um jovem dizer “meu sonho é
ter um país sério, justo, onde todos sejam realmente iguais perante a Lei”. Não
isso seria demais nos dias atuais.
Na contramão disso
está um governo, que pode ter seus erros e que justamente neles a oposição vai
bater (afinal a sua função é esta mesmo) mas que na verdade colocou todos os
seus esforços em promover uma melhora na questão da desigualdade social.
E não falamos
aqui sobre o Bolsa Família, apenas. Na verdade são inúmeros programas sociais
com enfoques em Educação, Saúde, Moradia, Qualificação Profissional e tantos
outros que fica difícil de citar todos mas que no conjunto fizeram com que
melhorassem de vida aqueles que sempre foram deixados para traz.
Não há maneiras de equalizar uma
questão apenas fazendo “subir” quem está embaixo. Esta conta deve conter uma
perda de um pouco daquilo que faz os que tem mais serem os que tem mais. Assim
terão, os que sempre tiveram mais, abdicar de algumas facilidades que existiam
em decorrência de existir um grupo de pessoas desesperadas. Não poderão mais e
já não podem, contratar Domésticas sem carteira de trabalho assinada, só para
ficar com um exemplo.
Aí está a raiz do ódio. Não é
culpa das redes sociais.
O ódio disseminado nas redes é
das pessoas e tem a ver com a maneira como a sociedade brasileira se estrutura
e com as mudanças que estão ocorrendo com ela.
Mudanças jamais agradam a todos!
Abaixo o link da matéria, com
vídeo, da Zero Hora
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/05/debate-sobre-odio-nas-redes-termina-em-confusao-4765250.html
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/05/debate-sobre-odio-nas-redes-termina-em-confusao-4765250.html
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