segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Que a bigorna caia no lugar certo, assim como nos desenhos animados.



A cena clássica fez parte da infância de muita gente. O galo do deserto com velocidade ultrassônica rasga a tela levantando poeira, passando sempre pela mesma paisagem. E nesta mesma paisagem surge o coiote, um lobo do mesmo deserto que fará mil planos para alcançar seus, até onde sabemos, maldosos objetivos.
As tramas do nosso vilão darão sempre errado. O galo do deserto sempre escapa e na maioria das vezes uma bigorna acertará a cabeça do coiote. Uma bigorna que era destinada ao galo vai terminar na cabeça do coite. Simples e profundo.
Podemos imaginar quantas bigornas em cabeças alheias gostaríamos de ver cair. Nós na situação do galo do deserto, fugindo para lá e para cá da perseguição dos coites desta vida.
Há neste momento coiotes sentimentais? Coiotes esportivos? Econômicos? Sociais? Políticos?
Sim os coites políticos hoje andam se aperfeiçoando, seus planos para pegar a nós, o povo, ou o galo do deserto estão cada vez mais sofisticados, ardilosos, maldosos.
A bigorna, que na doce ficção do desenho animado sempre cai sobre a cabeça do mal feitor, na vida real política brasileira nem sempre cumpre o mesmo destino. Sendo assim, nós do povo, temos tomado muito na cabeça nos últimos tempos.
A chave para que a bigorna caia no local certo, ou seja, sobre as cabeças dos maus feitores coiotes brasileiros, está com o galo do deserto. Está com todos nós!
O voto é a nossa bigorna, uma engenhosa máquina simples, onde digitaremos três teclas. A última da sequência será a tecla verde. Verde e confirma. Em 2018 a bigorna poderá cair na cabeça dos coiotes da política brasileira, mas só se cada um de nós fizer a sua parte.
E eu neste dia 21 de novembro sinto a bigorna da saudade. Mas esta é uma história só minha.
Com vocês compartilho o desejo de que a esperança volte a vencer o medo e que a bigorna da justiça caia sobre as cabeças dos injustos e opressores coiotes golpistas da política brasileira.
Fora Temmer! Fora todos os golpistas!


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Hoje é o dia da república, assim com letra minúscula



A palavra República tem origem do latim rés publica e significa coisa do povo, ou seja, alquilo que não é privado de ninguém e pertence a muitos. Faz 128 anos que o Brasil se tornou uma República, deixando de ser Império e fazendo com que o então Imperador Don Pedro II retornasse a Portugal onde ainda seria Rei.
Nestes 128 anos entre erros e acertos, entre felicidades e tragédias passamos por momentos de caos. A República teve de ser refundada algumas vezes. A última foi ao fim da ditadura de 1964, quando inclusive chamou-se o momento de a Nova República. E a marca mais forte desta Nova República é a Constituição Federal de 1988.
Estabelecidas as regras que determinariam como o País iria se organizar começou então a luta por fazer cumpri-las. De maneira lenta, a base de muita disputa política algumas destas regras começaram a ser implementadas na prática e a fazer algum sentido.
Na área social, ao qual mais me toca, estas diferentes situações proporcionaram ao Brasil como País implantar um sistema de atendimento, de garantia de direitos e de ações preventivas também que onde pela primeira vez na história conseguiu-se de fato diminuir consideravelmente o contingente de pessoas miseráveis no País. Políticas de acesso a renda, ao trabalho, a educação e a saúde atuam no mesmo sentido.
Mas se em 1889 o povo viu meio que surpreso os militares proclamarem a República, o que se vê em 2017 é justamente o desmonte desta coisa pública, como diziam os romanos antigos. Todas as conquistas alcançadas em 1988 com a chamada Constituição Cidadã estão sendo colocadas em cheque.
Preferências a parte, basta lembrar que o pré candidato a Presidente melhor colocado nas pesquisas propõe um Referendo Revogatório para justamente chamar a população para a recomposição destes direitos que estavam garantidos até então e que hoje estão sob forte ataque.
Segundo estudos do DIAP, este mandato é o que concentra no Congresso Nacional o maio índice de Deputados e Senadores considerados conservadores desde 1962. Bastou esta situação acontecer para que estes conservadores conseguissem eleger um de seus líderes Presidente da Câmara dos Deputados e na primeira oportunidade derrubar a Presidenta eleita legitimamente de seu mandato.
E Dilma Vana Rouseff pagou caro o preço da Política determinada pelos políticos conserva dores que se apropriaram da coisa, do público, da República e hoje determinam o que o país deve debater. A pauta política hoje é a pauta política conservadora que chegou ao poder todos sabemos como, na base da traição, da esperteza e do jogo sujo.
E a república que hoje completa seus 128 anos já não merece uma letra maiúscula. Tão fraca que é, com mecanismos de defesas que estão sendo derrotados todos os dias nos plenários, salas e corredores na capital Brasília e pelo país afora.
Somente nós, os cidadão Brasileiros é que podemos reverter essa situação e fazer nada mais do que cumprir o que está escrito na Constituição de 1988. No ano que vem, em Outubro, temos eleições. Mas a República precisa de nós já, não pode esperar.
A república brasileira pede socorro e necessita voltar a ser escrita com letra maiúscula. República Federativa do Brasil.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

A quem interessa o debate raso?



Nos dias atuais o debate político no Brasil está pobre. Quase a ponto de não se reconhecer mais a POLÍTICA no debate político. Os Liberais, os Conservadores e todos os que se posicionam a Direita são agora “coxinhas”. Filiados ao PT, aos seus aliados ou aquelas pessoas que simplesmente não concordaram com o impeachment da Presidenta Dilma são “petralhas”.
E esta pobreza teórica, impulsionada a 140 caracteres (parece que agora são 280); por fakes e também por celebridades e pseudo celebridades de um lado e de outro se arrasta para todas as estâncias da vida. Estamos nos tornando uma nação de idiotas?
Vejam que agora se a pessoa tiver um gosto mais sofisticado é chamado de “nutella” e se for, digamos mais simples, então é raíz. Outro dia fui chamado de “nutella”, mais precisamente de torcedor nutella, por que em uma conversa eu disse que em um estádio de futebol gosto de ter a minha cadeira e assistir ao jogo na maior parte do tempo sentado.
Tenho uma camiseta da Seleção Brasileira que ganhei no Natal de 2016. Não uso por medo da reação das pessoas. Olhem só a paranoia. Eu que tirei o meu título com 16 ano para votar em Lula; Olívio Dutra e Pedro Ruas para o Senado. Eu que já ocupei prédio público, que trabalho em um governo Petista e que sempre gostei de futebol, não uso a camiseta da minha seleção.
E o motivo? Receio da minha própria reação quando alguém que não me conhece vier me dizer alguma coisa que eu não goste. É uma ironia, mas meus padrinhos são uruguaios e quando os visito aí sim uso a camiseta. No Uruguay a camiseta da Seleção Brasileira é uma camiseta de uma equipe de futebol. Aqui é outra coisa.
Peço a todos que percebam que este momento raso favorece apenas aos que pregam o ódio. Perguntem-se a quem serve que o debate não seja realizado com os temas que mexem nas nossas vidas?
Imaginem se a pessoa, aquela sua amiga no face ou aquele seu vizinho, mudará de opinião por que você disse que ele é um “coxinha”?
Pessoal será que não sabemos mais debater?
Por que ninguém mais fala em participação? Educação? Assistência Social? Saúde?
A cada vez que o debate vai para esse lado raso, deixa-se de discutir o que realmente importa e se entra no bate-boca e na baixaria. A baixaria só serve aos fascistas pois s[ó o que faz pé despolitizar, tirar da esfera política e assim dominar a todos através de conceitos prontos, pré-fabricados.
Nós, aqueles que nos intitulamos de ESQUERDA, não temos nem sequer o direito de não sermos críticos e de deixarmos de disputar a consciência das pessoas. E não se disputa consciência nenhuma chamando as pessoas de “nutella”, de “coxinha” e de mais meia dúzia de bobagens que circulam pela internet.
Conclamo a todos os que tem senso crítico que o debate, verdadeiramente político e ideológico, volte a existir. Muita gente, muitos mesmo, por incrível que pareça, estão sendo atropelados pela história e nem estão percebendo seus direitos serem derrubados, suas vidas serem pioradas. O ataque neoliberal que o Brasil sofre é tão brutal que não há como não nos posicionarmos. Só que se nos posicionarmos do jeito que eles gostam, sem conteúdo, na baixaria, no rótulo, aí eles já terão vencido.
Vamos conversar novamente com as pessoas, mostrar que novamente a esperança terá que vencer o medo. Vamos mostrar a elas o que pode ser recuperado. Vamos dizer a todos que o Lula, se eleito em 2018, quer fazer um referendo para revogar essas barbaridades.
Vamos voltar a ser nós mesmos e convidar todo mundo para participar e a lutar pelo nosso país, pelo nosso presente e por nós mesmos.




sexta-feira, 18 de março de 2016

Afinal do que somos feitos?

Os sonhos e os atos às vezes são tão distantes tanto quanto queremos que sejam. Em outros momentos os atos são tão distantes dos sonhos por conta do impiedoso tempo que teima em correr igualmente para todos. Há quem diga que apenas o tempo é universal.
Todos os átomos de carbono que nos constituem, ou se você é religioso, toda a sua alma, correspondem a uma imagem de você. Uma imagem que você faz de você mesmo. Esta auto-imagem pode ser influenciado, e é, por outros, pelo mundo todo. Mas em ultima análise é você que a determina e cabe a você, somente você se auto determinar no mundo por mais influenciado que seja.
Ocorre que para alguns seres Humanos estas escolhas para a autodeterminação são mais difíceis. Posições práticas podem ser bloqueadas por fatores mais fortes que a força de vontade do ser Humano em questão. A estes fica apenas uma chance, a revolta interna, mental, que fica guardada até que exista uma chance de esta aflorar.
Felizmente, minha condição atual não me coloca no grupo destes humanos. Posso, assim como muitos, escolher do que participo, o que defenderei. Desde criança sempre me identifiquei com este sistema nascido na Grécia Antiga que chamam de DEMOCRACIA.
Hoje mais uma vez vou há um protesto para defendê-la e lá vou eu com meus iguais. Você pode ir ao outro protesto, é um direito seu, mas cada um sabe o que faz e cada um deve saber do que é feito.
Se você vai ao outro protesto achando que se trata apenas de uma possível troca de mandatário, cuidado. Você está sendo enganado. O que está no centro da disputa, e que a grande mídia tenta camuflar, é um golpe e não um governo.
Se é a favor da DEMOCRACIA e não gosta deste governo faça campanha contra em 2018. Essa é a regra que deve ser respeitada. Se você não gosta da DEMOCRACIA, ok tente um golpe. Mas saiba que haverá resistência e 1964 não se repete.
Eu, antes de tudo, sou um amante da DEMOCRACIA e por isso vou a luta mais uma vez e espero que você esteja ao meu lado.

Afinal o que é um golpe?

Eduardo Duka Nunes, meu amigo no face que foi colega no Ensino Médio me provoca a esclarecer que é um golpe? Em um momento de deselegância disse que sou uma piada. Considero que esta declaração dele não é por maldade e sim pelo calor do momento. Mas sempre é bom lembrar que todos temos uma vida e que esta não pode ser atacada, seja da maneira que for. Imagino que minha filha, mesmo sem saber ler, não gostaria que chamassem o pai dela de piada. Posições divergentes? Ok, mas há de se ter respeito.
Respondendo o questionamento do meu colega de Ensino Médio. Golpe é quando se tenta derrubar um governo Democraticamente eleito por vias que não sejam a eleição. Não importa se se faz isso de forma legal ou não. O golpe se estabelece quando se cria uma maneira, um pretexto, para se fazer essa ação.
Para sabermos melhor o que acontece nada melhor que revisitar a história. Cada vez que lemos um livro que fala sobre 1964 ou mesmo 1954 temos a nítida impressão que o livro é sobre o que se faz hoje.
Lá por 2005 ou 2006 eu já sentia um momento “pré-golpe”. Nesse momento o que se fazia era apenas criar um caldo de cultura em favor da derrubado do governo. E como se faz isso? De várias maneiras que vão desde programas de humor até a busca incessante por qualquer coisa que de motivos para a pessoa ficar descontente. E nisso a grande mídia tem papel fundamental. Para ter um exemplo disso, caro Duka, leia 1964: Golpe Civil, Midiático e Militar de Juremir Machado da Silva.
Antes de terminar este texto quero citar um exemplo de golpe legal. A queda de Fernando Lugo, o 52º Presidente do Paraguai que teve um processo de Impeachment que durou menos de 36 horas. Tudo feito a luz da lei paraguaia, mas eu pergunto, quem pode se defender em 36 horas? Ninguém, ou seja, foi um golpe legal.
Então golpe é isso caro amigo Duka, ao qual não vou te adjetivar. Trata-se de não respeitar a vontade das urnas e querer tomar o poder na mão grande. Não precisa ser militar, não precisa ser a força. Basta apenas não respeitar o voto.
Mas me responde uma coisa:
Afinal se o governo for assim tão ruim é só vencerem as eleições de 2018. Ou será que vocês não tem alguém capaz de ser vencedor em uma eleição?